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SÃO PAULO – Para sair da recessão o Brasil precisa de investimento. Este é um diagnóstico defendido por 11 em cada 10 economistas, mas que dificilmente se concretiza, o que ajuda a explicar por que o País está enfrentando o pior momento econômico de suas história. Para Shang-Jin Wei, ex-diretor-assistente do FMI (Fundo Monetário Internacional) “parece que a intenção no Brasil é apenas consumir e os investimentos são esquecidos”.
A avaliação foi feita durante o evento “Estratégia para o crescimento: o papel de controle do Estado”, promovido pela Universidade Columbia em parceria com FGV, FecomercioSP e UM BRASIL, em São Paulo. Wei destacou ainda que o Brasil é um dos poucos países que têm atualmente uma taxa de poupança interna inferior à dos anos 1950.
Para o ex-presidente do Banco Asiático de Desenvolvimento, não há como o Brasil enfrentar os atuais problemas sem “dar um impulso importante” ao superávit primário e também aos investimentos. Segundo ele, investidores e empresários da Ásia ainda consideram que o Brasil pode ter “um futuro brilhante”.
O professor de Negócios e Economia Chinesa da Universidade Columbia apontou três caminhos são fundamentais para o desenvolvimento de um país: a implementação de reformas estruturais, que precisam ter sua importância explicada para a sociedade; o combate à corrupção, como forma de evitar desperdícios de recursos; e uma taxa de câmbio que não seja sobrevalorizada, para permitir que a indústria local seja competitiva no mercado global.