Publicidade
SÃO PAULO – A volta da celebração do Natal promete ser de baixa liquidez para o mercado acionário, com bolsas fechadas na Europa e nos EUA. No dia solitário para o investidor doméstico, as atenções se voltam para indicadores econômicos como o resultado primário do governo central e o último compilado de projeções dos economistas para o Relatório Focus no ano. O dia também traz desdobramentos do noticiário político, que contou com discurso do presidente Michel Temer em rede nacional, defendendo a alteração da Constituição para a construção de um novo país, além de entrevistas de ministros à imprensa.
Apesar de encerrar o pregão da última sexta-feira (23) em alta superior a 1%, o Ibovespa acumulou perdas de 0,77% na semana, encerrando o período a 57.937 pontos, enquanto o dólar comercial bateu R$ 3,2700 na venda.
Veja ao que se atentar nesta sessão e no restante da semana:
1. Bolsas mundiais
Em dia sem negociações nas principais bolsas do ocidente — que voltam a abrir a partir de terça-feira –, os mercados acionários chineses avançaram, depois que algumas ações favorecidas pelas seguradoras se recuperaram, compensando a queda dos recursos básicos por conta do recuo nos preços das commodities.
Às 8h01, este era o desempenho dos principais índices:
* FTSE 100 (Reino Unido): bolsa fechada
Continua depois da publicidade
* CAC-40 (França): bolsa fechada
*DAX (Alemanha): bolsa fechada
* Xangai (China) +0,38% (fechado)
Continua depois da publicidade
*Hang Seng (Hong Kong) -0,28% (fechado)
* Nikkei (Japão) -0,16% (fechado)
*Petróleo brent +0,05%, a US$ 55,08, o barril
Continua depois da publicidade
2. Agenda doméstica
Os destaques da semana são os resultados de novembro das contas públicas do governo central, que serão conhecidos nesta segunda-feira (26) ainda sem horário definido e do setor público consolidado, na terça-feira (27), às 10h30. Na quinta-feira (29) saem os dados do desemprego medido pela Pnad (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio) Contínua. A taxa de desocupação estava em 11,8% e o mercado estima que tenha havido um ligeiro avanço no mês passado.
3. Indicadores internacionais
Nesta segunda, os mercados estão fechados nos Estados Unidos devido ao Natal. Entre os indicadores mais importantes estão a balança comercial de novembro e os pedidos de auxílio desemprego de dezembro, que serão divulgados quinta-feira, às 11h30 (horário de Brasília). Na quarta-feira (21), às 13h30, serão conhecidos os estoques de petróleo. Entre os dados da China, destaque para os PMIs industrial e de serviços, que ainda não tem data para serem publicados e os lucros totais da indústria em novembro, que serão publicados nesta noite, às 23h30.
4. Destaques políticos
Em pronunciamento em cadeia de rádio e TV na noite de sábado, véspera do Natal, o presidente Michel Temer disse que o Brasil derrotará a crise em 2017. Ele destacou que os juros estão caindo e continuarão caindo no ano que vem. O presidente também disse que os empresários voltarão a investir e o desemprego vai cair. Durante a sua fala, o peemedebista fez um balanço das suas ações em pouco mais de 100 dias como presidente e disse que está trabalhando para desburocratizar o Estado e atingir uma “democracia da eficiência”. Ao defender as reformas, o presidente disse que as mudanças nas estruturas do Estado é um “desafio complexo” e que buscará o entendimento por meio do diálogo. O peemedebista defendeu o que entende como necessidade de se promover alterações na Constituição de 1988 para a construção de um novo país. O discurso foi recebido por panelaços, apitos e gritos de palavras de ordem em algumas regiões do país.
Continua depois da publicidade
5. Noticiário corporativo
No radar corporativo, a Petrobras liquidou na sexta-feira uma dívida de R$ 16,7 bilhões junto ao BNDES relativo a três contratos de financiamentos com a subsidiária TAG e a própria estatal. Enquanto isso, a CCR entrou com pedido de análise junto à Anbima para emissão de debêntures de até R$ 800 milhões. Já a Ultrapar, anunciou o orçamento para 2017, ano no qual pretende investir R$ 2,174 bilhões. Por fim, a Light aprovou um aporte de R$ 12,2 milhões na Renova, que, por sua vez, fará um aumento de capital de até R$ 300 milhões.