EUA: saiba as cinco referências que devem ser observadas em outubro

Início do quarto trimestre pode significar cautela aos mercados; dados de emprego e temporada de resultados chamam atenção

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SÃO PAULO – Para cada época do ano, o Stock Trader’s Almanac traz uma característica específica, baseada em desempenhos históricos. Se setembro é conhecido por ser o pior dentre os 12 meses, fato que não significou muito em 2009, outubro é conhecido por sua ambiguidade: ao mesmo tempo o mês é de má sorte e o “bear killer”.

Má sorte porque tem um histórico substancial de quebras nos mercados e bear killer porque marca 11 reversões de bear markets (mercado em tendência de queda) desde a Segunda Guerra Mundial. Uma história que não pode ser ignorada, tanto do lado negativo quanto do positivo.

Dessa forma, os investidores devem observar o contexto em que outubro começa – e as principais referências que devem ser conhecidas no período. Indicando as direções que devem ser olhadas, a CNBC listou cinco fatores-chave que devem ser mantidos em foco nos Estados Unidos.

Temporada de resultados

Outubro marca o início do último trimestre do ano e também o começo da temporada de resultados do terceiro quarto. Embora a última temporada de balanços tenha trazido boas notícias ao mercado, os investidores devem manter em mente que as projeções ainda são de queda de 15% nos ganhos das empresas que compõem o índice acionário S&P 500, na comparação anual.

Ao mesmo tempo em que o mercado deve levar em consideração as receitas das empresas – mais do que os lucros – as expectativas para o futuro também serão observadas com atenção. Especialmente devido aos temores de que esta seja uma recessão em formato de “W”.

No Brasil, os destaques, como sempre, são as duas maiores blue chips brasileiras. A Vale deve anunciar os resultados primeiro, em 28 de outubro. Já o balanço da Petrobras será conhecido apenas no dia 11 de novembro, conforme os calendários de eventos das empresas.

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Empregos

Um dos indicadores que mais preocupam o mercado atualmente é o Employment Report dos Estados Unidos, que continua mostrando corte no número de empregos do setor privado do país. A boa notícia é que os investidores não deverão esperar muito pelos números: o indicador será anunciado na próxima sessão.

Análise técnica

Outro ponto ressaltado pela CNBC são os níveis técnicos dos mercados. Enquanto na análise fundamentalista os investidores ainda procuram as bases para manter o atual rali, na análise técnica há a expectativa de que as bolsas tenham atingido um nível de resistência, indicando uma correção em relação ao patamar atual.

“O suporte [do S&P 500] permanece em 1.014-1.000 pontos com o suporte-chave na baixa de agosto de 978,50 pontos”, afirmou a analista Mary Ann Bartels, do Bank of America Merrill Lynch. “Nós continuamos acreditando que o risco de uma correção de 15% a 20% está subindo no contexto de um processo de construção de base e que a grande área de resistência a 1.200-1.325 pontos pode ser testada em 2010”.

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Bancos

Em outubro, o mercado também deve ficar de olho nos bancos. Enquanto no passado eles foram o foco devido ao seu papel central na crise financeira internacional, os investidores devem procurar nas operações das instituições os sinais de como está a economia como um todo.

Para tanto, os analistas permanecem focados nos impactos que as curvas de retorno, principalmente dos Treasuries com vencimento em 2 e 10 anos, têm no setor. Normalmente um spread alto é visto com otimismo e spreads baixos, como os atuais, com pessimismo.

Etc, etc, etc

Em quinto lugar, fica todo o resto das notícias minimamente relevantes atualmente, como as tensões geopolíticas no Oriente Médio, as preocupações com o enfraquecimento do dólar e os preços das commodities. Tudo isso deve ficar no campo de visão dos investidores, já que podem influenciar um clima de cautela e a correção dos mercados.