Publicidade
SÃO PAULO – O banco de investimentos Citi elevou o preço-alvo de 12 meses das ações da Localiza (RENT3) de R$ 20 para R$ 22. O banco ainda reiterou a recomendação de compra para as ações e reduziu o risco de alto para médio.
No relatório divulgado na última sexta-feira (2), o analista Stephen Trent aumentou a expectativa do Ebitda (geração operacional de caixa) para 2010 e 2011 em 11,8% e 17,2%, respectivamente, com relação às projeções anteriores. O novo Ebitda esperado para 2010 é de R$ 599 milhões, o que representa um aumento de 25% para o valor esperado para 2009 (R$ 479 milhões), que também foi revisado para cima, em 1,5%. O aumento se deve à confiança do banco de que a empresa deve retomar a uma fase de crescimento.
Competitividade do setor em queda
O banco acredita que a Localiza deve ver a competitividade no setor de locação de carros fora dos aeroportos cair, o que deve contribuir para melhores resultados. A equipe de análise também citou a suspensão dos incentivos fiscais à compra de carros novos (volta do IPI) como um fator que pode levar a um aumento na compra de carros usados no País e beneficiar a empresa.
Apesar do projeto de trem-bala, que pode reduzir a demanda por voos domésticos e locação de carros para as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, ainda assim o Citi acredita que o evento pode ajudar a elevar o crescimento da empresa.
Os analistas do banco reiteraram a opção de compra das ações da empresa, afirmando que a Localiza é a “preferida dentre as transportadoras brasileiras”. O novo preço-alvo esperado pelo banco de investimentos representa um potencial de valorização de 18,6% com relação ao preço atual, com base nos valores de fechamento no último dia 2 de outubro.
Por outro lado, o relatório afirma que a empresa espera depreciação maior do que o previsto anteriormente pelo banco, o que levou a uma redução de R$ 0,20 para R$ 0,09 no lucro por ação estimado. Ainda assim, os analistas acreditam que o indicador não altera a visão otimista para o crescimento em 2010 e 2011.
Continua depois da publicidade
A redução do risco de alto para médio foi justificada por uma visão mais segura do crescimento da companhia, o alinhamento aos gastos dos consumidores e, sobretudo, a diminuição da competitividade no setor de atuação.