Dólar comercial retoma parte dos ganhos da abertura e opera próximo a R$ 1,76

Dados do fluxo cambial e das reservas internacionais brasileiras, além de entrevista de Gabrielli, ganham repercussão

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SÃO PAULO – Recuperando parte da forte valorização de 1% apresentada na abertura dos negócios, o dólar comercial opera nesta tarde com ganhos em torno de 0,5% – cotado levemente abaixo de R$ 1,76 -, se afastando da tendência de queda registrada nas últimas três sessões, que culminaram na renovação de sua mínima em 2009.

No panorama doméstico, destaque para os dados do fluxo cambial brasileiro, mostrando que durante setembro a entrada de dólares no País superou em US$ 1,365 bilhão a saída da moeda, totalizando em 2009 um saldo positivo de US$ 9,682 bilhões.

Ainda no âmbito interno, o Banco Central afirmou que, com a captação de US$ 299 milhões no mercado à vista na semana passada, seu volume total comprado desde maio – quando reiniciou essas intervenções no câmbio – atingiu US$ 14,323 bilhões, número bem próximo dos US$ 14,533 bilhões que a autoridade monetária vendeu durante o ápice da crise – de outubro de 2008 a fevereiro de 2009.

O noticiário brasileiro também segue em pauta. Segundo matéria da Agência Estado, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, falou sobre os impactos no câmbio com a possível entrada de capital estrangeiro para a capitalização da companhia e afirmou que o Fundo Soberano poderá ser utilizado pelo governo federal para evitar esse desequilíbrio. “Cabe apenas ao Banco Central cuidar disso”, completou.

Mercados

Enquanto a moeda norte-americana segue no campo positivo, os mercados passam por uma quarta-feira (8) de ajuste de posições, com o Ibovespa apresentando um recuo próximo a 0,4%, após sequenciais pregões de ganhos. Já em Wall Street, os índices acionário seguem sem tendência definida nesta tarde

Por aqui, também ganha destaque a estreia do Santander nas negociações de renda variável. A captação de R$ 14,1 bilhões de seu IPO (Initial Public Offering) se tornou o maior volume levantado por uma companhia no mundo em 2009, além de ter se tornado a maior oferta da história no mercado doméstico. Contudo, suas units (pacote que compõe ações ordinárias e preferenciais) seguem em queda.

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Cotações do dólar

O dólar comercial opera cotado a R$ 1,7570 na compra e R$ 1,7590

na venda, alta de 0,46% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
1,8700, representando um ágio de 6,43%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 0,85% em outubro, frente
à queda de 6,09% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 24,73%.

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Dólar futuro na BM&F

Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro
opera cotado a R$ 1.763,
leve baixa em relação ao fechamento
de R$ 1.762

da última terça-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, opera em alta,
atingindo R$ 1.779 frente
à R$ 1.775 do fechamento de
terça-feira.