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SÃO PAULO – Após mais uma sessão tensa de queda para a Bolsa e disparada do dólar na véspera, seguindo o movimento dos emergentes, que digerem um novo cenário para os mercados globais após a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, o Ibovespa Futuro iniciou a sexta-feira (11) novamente no campo negativo. Às 09h24 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em dezembro mergulhava 2,12%, a 60.340 pontos.
No mesmo horário, os contratos futuros de dólar com vencimento em dezembro disparavam 2,94%, sinalizando cotação de R$ 3,500, mesmo anúncio de rolagem de contratos pelo Banco Central. Já os DIs curtos e longos têm mais uma sessão de alta, com os papéis com vencimento em janeiro de 2018 saltando 0,11 ponto percentual, a 12,39%, e os com vencimento em janeiro de 2021 disparando 0,48 ponto, a 12,40%.
Bolsas mundiais
A sexta-feira promete ser mais uma vez de turbulência para os mercados emergentes, ainda refletindo a eleição de Trump. As bolsas e moedas desse grupo de países estendem baixa com receio de que Fed adote postura mais agressiva com governo americano ampliando estímulos fiscais e gastos, com impacto inflacionário. Desta forma, o índice MSCI de ações emergentes tem terceira baixa. Na Ásia, BCs da Indonésia e Índia já estariam atuando no mercado para estabilizar moedas, segundo informações da Bloomberg.
Enquanto isso, os mercados chineses atingiram nova máxima de 10 meses, com a alta nos setores de matérias-primas e infraestrutura ajudando a elevar a confiança em todos os setores. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, subiu 0,78 por cento e o índice de Xangai também teve alta de 0,78 por cento, para 3.196 pontos, a máxima desde 8 de janeiro. Essa foi a quinta semana seguida de alta, com crescente convicção de que a economia chinesa está se estabilizando. O iuan chinês se enfraqueceu pelo segundo dia consecutivo e os operadores se preparam para uma maior depreciação em meio à crescente incerteza sobre as políticas dos Estados Unidos, particularmente em relação ao comércio com a Chin
Já na Europa, o dia é misto. Por lá, os mercados ficam atentos após vários parlamentares britânicos afirmarem que estão preparados para votar contra as negociações da Brexit depois que juízes do Reino Unido decidiram que o governo precisaria de aprovação parlamentar para iniciar seu processo de saída da União Europeia. A oposição da Brexit poderia desviar o processo e aumentar o período de incerteza para os investidores.
EUA
Após uma semana extremamente agitada com a eleição de Trump, os EUA terão o feriado de Dia dos Veteranos, mas com o mercado de ações aberto, enquanto o de títulos estará fechado. Às 13h, será revelada a prévia do Michigan Sentiment de novembro.
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Vale destacar ainda a fala do vice-presidente do Federal Reserve, Stanley Fischer, às 11h30 em teleconferência durante evento do Banco do Chile. A fala de Fischer ganha uma atenção especial após a eleição de Trump, uma vez que pode dar sinais sobre os próximos passos da autoridade monetária em meio às perspectivas sobre a atuação do republicano no governo.
Resultado da Petrobras
A Petrobras divulgou resultado na noite da última quinta-feira, e surpreendeu ao revelar prejuízo líquido saltar mais de 4 vezes no 3° trimestre quando comparado com o mesmo período de 2015, para R$ 16,458 bilhões, em meio a impairment (baixas contábeis) de ativos e de investimentos em coligadas no valor de R$ 15,709 bilhões. Apesar da cifra bastante considerável, o balanço foi visto positivamente pelos analistas, apontando que a estatal antecipou o impairment para o terceiro trimestre devido ao novo plano de negócios. “Queda no endividamento e forte geração de fluxo de caixa são os principais destaques”, afirma o Santander.
Dólar e noticiário doméstico
O Banco Central do Brasil anunciou rolagem de swaps após dólar ter maior alta diária desde a crise global de 2008 com receio de que política de Trump gere alta da inflação e juros nos EUA. A última vez que o BC fez rolagem de swap foi em 11 de abril.
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Ainda no Brasil, atenção para a notícia da Folha de S. Paulo de que o governo brasileiro já avalia que o crescimento econômico demorará mais para voltar; além disso, a equipe econômica também já revisou a projeção para o crescimento em 2017. Agora, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) trabalha com uma alta do PIB na casa de 1% no próximo ano, ante a previsão oficial anterior de 1,6%. A projeção pode ficar ainda mais negativa depois da vitória de Donald Trump.
Noticiário corporativo
Além da Petrobras, diversas empresas divulgaram balanços. A Marfrig teve prejuízo líquido de R$ 170,4 milhões no terceiro trimestre, revertendo resultado positivo obtido um ano antes de R$ 185,9 milhões. Já a Cetip teve lucro líquido de R$ 146,6 milhões no terceiro trimestre, alta de 12,6% sobre um ano antes. A Sabesp reverteu prejuízo de R$ 580,1 milhões um ano antes para lucro líquido de R$ 573,9 milhões no 3° trimestre de 2016. Confira mais destaques clicando aqui.
(Com Bloomberg)