Os 5 eventos que agitarão o mercado nesta semana

Confira os destaques desta segunda-feira (14) e da semana que você deve se atentar

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SÃO PAULO – Mesmo em meio ao feriado na próxima terça no Brasil, o noticiário é movimentado nesta semana. Os mercados seguem de olho no efeito Donald Trump sobre os ativos nacionais e sobre o câmbio. Além disso, destaque para a reta final da temporada de resultados do terceiro trimestre. China e zona do euro também no radar com a divulgação de importantes indicadores econômicos. Confira no que ficar de olho:

1. Bolsas mundiais
A sessão, mais uma vez, é mista para os mercados mundiais. Enquanto as bolsas europeias e os índices futuros dos EUA voltam a ter alta, seguindo o movimento dos últimos dias em meio às expectativas de que o presidente eleito dos EUA Donald Trump estimulará o crescimento econômico através de gastos em infraestrutura, os índices de mercados emergentes voltam a ter baixa. Esse movimento dos emergentes ocorre principalmente pela expectativa de que haja uma aceleração mais rápida no ritmo de alta de juros pelo Federal Reserve. 

O peso mexicano retoma queda após subir mais cedo com conselheiro de Trump sugerir que presidente eleito está aberto a negociações sobre questão comercial. Na Ásia, o japonês Nikkei registrou alta em meio aos dados do PIB do terceiro trimestre, enquanto Hang Seng, de Hong Kong, teve queda e Xangai teve leve alta em meio aos dados mistos da economia chinesa. Já no mercado de commodities, o cobre mantém alta amparada por planos de Trump para infraestrutura, enquanto o Goldman Sachs adverte que a reação é excessiva. O petróleo, por sua vez, tem 3ª baixa com alta da produção no Irã.

Às 07h43, este era o desempenho dos principais índices:

* FTSE 100 (Reino Unido) +1,11%

* CAC-40 (França) +1,50%

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*DAX (Alemanha) +1,20%

* Xangai (China) +0,44% (fechado)

*Hang Seng (Hong Kong) -1,37% (fechado)

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* Nikkei (Japão) +1,71% (fechado)

*Petróleo WTI -0,21%, a US$ 43,32 o barril

*Petróleo brent +0,02%, a US$ 44,76 o barril

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2. Efeito-Trump
O mercado seguirá de olho nos próximos passos de Trump e também na atuação do Banco Central no mercado de câmbio. A retomada da rolagem de swaps na última sexta-feira não impediu real de ter nova queda contra o dólar, mas conteve a disparada da divisa americana após chegar a bater os R$ 3,50. Nesta segunda, o BC rola até 15 mil contratos de swap cambial 11:30 às 11:40, com resultado a partir das 11:50. Vale destacar ainda a entrevista do presidente do BC, Ilan Goldfajn, ao jornal La Tercera do Chile. Ele afirmou que o país tem instrumentos para absorver choques e que, além do câmbio flutuante, Brasil tem grande quantidade de reservas internacionais. 

Desta forma, os investidores também seguem de olho nos próximos passos do presidente eleito dos EUA. Formação do gabinete, discursos que possam sinalizar as medidas de sua plataforma que serão efetivadas e o apoio que o Congresso dará a elas devem nortear os negócios nos próximos dias e semanas.

Vale destacar que, em entrevista à CBS, o republicano afirmou que manterá a promessa de construir um muro na fronteira com o México quando assumir a Casa Branca mas que, em determinados trechos da fronteira, será feita apenas uma cerca. Além disso, Trump declarou que deportará “imediatamente” entre 2 e 3 milhões de imigrantes clandestinos com antecedentes criminais. Durante a campanha, o magnata havia prometido que uma de suas primeiras medidas na Presidência seria expulsar pessoas vivendo ilegalmente no país. “Aquilo que faremos é jogar fora do país ou prender as pessoas que são criminosas, têm antecedentes criminais, membros de gangues, traficantes de droga”, disse.

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3. Agenda internacional
Os EUA têm agenda econômica movimentada nesta semana, que ganha especial destaque em meio às dúvidas sobre o impacto das propostas de expansão fiscal de Trump sobre a inflação e os juros. Serão revelados os desempenhos do comércio varejista, da atividade industrial e do índice de preços ao consumidor dos EUA, todos referentes ao mês passado, a serem divulgados na terça, quarta e quinta-feiras, respectivamente.

Além disso, a chairwoman do Fed Janet Yellen fala em comitê do Congresso no próximo dia 17 e outros dirigentes do Fed também devem se pronunciar durante a semana. Hoje, os presidentes do Fed de Dallas, Robert Kaplan, de Richmond, Jeffrey Lacker, e de San Francisco, John Williams falam respectivamente às 16h20, 20h e 21h30.

Um dos alvos do discurso protecionista de Trump, a China divulgou importantes nesta segunda-feira. A produção industrial da China cresceu 6,1% em outubro ante igual mês do ano passado, repetindo a variação de setembro. O resultado veio um pouco abaixo da expectativa de 14 analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam aumento de 6,2% na produção. Já as vendas no varejo chinês tiveram ganho anual de 10% em outubro, após crescerem em ritmo significativamente mais forte em setembro, de 10,7%. Também neste caso, o desempenho do varejo em outubro ficou aquém da previsão do mercado, que era de novo acréscimo de 10,7%. Já o PIB do Japão cresceu a uma taxa anualizada de 2,2% no trimestre de julho a setembro, segundo dados oficiais. O resultado surpreendeu a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço bem mais modesto, de 0,9%.

Ainda na agenda internacional, na zona do euro, saem PIB dia 15, produção industrial e CPI enquanto o presidente do BCE Mario Draghi fala dias 14 e 18. No Reino Unido, o presidente do Bank of England Mark Carney fala em comitê do Congresso dia 15.

4. Agenda doméstica
Entre os indicadores, destaque para a divulgação do IBC–Br referente ao mês de setembro, considerado uma prévia do PIB brasileiro, na próxima quinta-feira (17). Apesar da queda maior que a esperada do comércio varejista em setembro, a equipe econômica do Bradesco, chefiada por Octavio de Barros, espera elevação na margem de 0,2% do índice no período. “O resultado deverá refletir a alta da produção industrial e, caso se confirme, o indicador acumulará contração de 0,7% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores”, comentou o banco.  

Já o Congresso deve reduzir a sua atividade em meio ao feriado de Proclamação da República na próxima terça-feira, mas há expectativa de que o Senado vote esta semana o projeto para reabrir o prazo para o brasileiro que mantém recursos no exterior não declarados regularizar sua situação junto à Receita, a chamada repatriação, em 2017.

5. Noticiário corporativo
A reta final da temporada de resultados é movimentada, assim como o noticiário corporativo desta segunda-feira. A CSN informou que o prejuízo ao controlador caiu para R$ 137,2 milhões no terceiro trimestre, enquanto o endividamento cresceu.  Já a  Cemig obteve no terceiro trimestre lucro líquido de R$ 433,502 milhões, o que representa um aumento de 159,6% sobre os R$ 166,954 milhões do mesmo período do ano passado.  Já a produção de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil em outubro somou 2,68 milhões de barris de óleo equivalente (boed), enquanto a produção total, incluindo no exterior, somou 2,81 milhões de boed.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.