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SÃO PAULO – O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, disse que o Brasil tem “muitos instrumentos” para absorver os choques internacionais e destacou a “quantidade grande de reservas internacionais”. “São cerca de US$ 380 bilhões. Quer dizer, entre 20% e 25% do PIB (Produto Interno Bruto)”, afirmou, em entrevista ao jornal “La Tercera”, do Chile, ao comentar a alta de cerca de 7% do dólar ante o real depois de Donald Trump ser eleito presidente dos Estados Unidos. Segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo, o presidente da autoridade monetária classificou a recente volatilidade nos mercados internacionais como “movimentos de curto prazo” relacionados a fluxo de capitais.
O presidente da autoridade monetária evitou comentar diretamente o resultado e as implicações das eleições norte-americanas, mas defendeu a abertura comercial, ameaçada pelas propostas de campanha de Trump. “Para as economias da América Latina, especialmente as exportadoras, é importante que o mundo se mantenha aberto para que possam continuar crescendo com bastante competitividade. Não é bom para ninguém, nem para as economias emergentes, nem para as avançadas, que haja mais protecionismo no mundo. Não é saudável que nos isolemos uns dos outros”, disse.
Sobre a atual situação da economia brasileira, Goldfajn classificou a recessão como “um das mais fortes” que o país já teve, mas afirmou que a situação parou de piorar. “Há esperança de que, depois da estabilização, venha uma recuperação gradual”, disse defendendo a necessidade de reofrmas, como a da previdência.