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SÃO PAULO – As bolsas europeias operam em baixa nesta quarta-feira (15), em linha com os mercados futuros dos EUA. Assim como as bolsas, as cotações do petróleo e do ouro recuam na sessão. No mercado de câmbio, o dólar se valoriza frente ao euro, mas se deprecia face ao iene.
A agenda econômica dos EUA traz o CPI (Consumer Price Index) às 09h30 (horário de Brasília), que medirá a inflação norte-americana. Além desse indicador, há o Initial Claims (09h30) e o Philadelphia Fed Index (11h00), que avaliam a produção industrial na região e o número de pedidos de seguro-desemprego, respectivamente.
Deflação e investimentos
Como evidência da fraca demanda por bens e serviços, a Zona do Euro relatou deflação de 0,3% no decorrer de setembro, atingindo o quarto mês com declínio no nível geral de preços. Durante agosto, a queda foi de 0,2%.
Da Europa para a Ásia, os investimentos estrangeiros diretos na China totalizaram US$ 7,899 bilhões em setembro, uma alta de 18,9% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Lucro de US$ 3,19 bilhões
Em início de temporada dos resultados operacionais em Wall Street, o Goldman Sachs mostrou lucro líquido de US$ 3,19 bilhões no terceiro trimestre, acima do esperado por analistas. A receita líquida somou US$ 12,37 bilhões, queda de 10% na comparação anual, o que explica em parte a desvalorização de 3% dos papéis no pré-market.
Sonho continua?
Para Ken Wattret, economista do BNP Paribas, a ultrapassagem do índice Dow Jones da casa dos 10 mil pontos pode ser uma via de mão dupla. O analista ressalta a “quebra da barreira psicológica”, o que deve “impulsionar os mercados”. Por outro lado, o impacto dessa transposição pode sugerir uma breve realização de lucros, conforme Wattret. De qualquer forma, “enquanto as notícias de resultados estiverem favoráveis, por que o mercado cairia da cama justo agora?”.
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Ruim com ele, pior sem ele
À luz da perda da disciplina fiscal dos EUA, a Ativa Corretora enxerga indícios em todos os lados de que haverá uma mudança de paradigma do dólar como reserva de valor. No entanto, a despeito dos sinais, “este cenário ainda é pouco provável no curto e no médio prazo”, visto que não existe “alternativa viável”, seja em termos de liquidez, seja em termos de credibilidade.
Indicadores e período de reservas
No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal de Comércio referente ao mês de agosto. No cronograma de oferta de ações, haverá o início do período de reservas para a Iguatemi.
À espera dos 71 mil pontos
Na esteira do otimismo em torno da ultrapassagem dos 10 mil pontos pelo índice Dow Jones, os analistas do Banco do Brasil acreditam que, caso o fluxo de capital externo continue forte na bolsa brasileira, o Ibovespa poderá romper a resistência dos 66,5 mil pontos e caminhar a passos largos em direção a casa dos 68 mil e 71 mil pontos, com suporte em 64 mil pontos.