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SÃO PAULO – Após cinco quedas consecutivas, o dólar comercial reagiu durante esta sexta-feira (16) de maior cautela nos mercados e fechou com alta de 0,53%, cotado na venda a R$ 1,709. Apesar da valorização, a moeda norte-americana acumulou declínio de 1,67% na semana.
Contribuindo para a tendência positiva da divisa, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista. A operação teve início às 15h39 e terminou às 15h49 (horário de Brasília), com uma taxa aceita de R$ 1,7066.
Como na véspera, os resultados corporativos divulgados no exterior decepcionaram os investidores, contribuindo para o mau humor. Destaque para o balanço trimestral do Bank of America, que trouxe um prejuízo líquido de US$ 1 bilhão, assim como a queda de mais de 40% no lucro líquido da GE (General Electric).
A agenda econômica norte-americana também pesou. Os investidores reagiram com cautela aos dados da versão preliminar do Michigan Sentiment, mostrando que a confiança do consumidor local ficou em 69,4 pontos, enquanto as projeções aguardavam um total de 73,3 pontos.
Valorização amenizada
A primeira valorização da moeda norte-americana em seis pregões poderia ter sido mais acentuada, caso os indicadores da indústria dos EUA não tivessem surpreendido positivamente os analistas. A produção industrial do país cresceu 0,7% em setembro, superando as projeções de 0,2%. A capacidade industrial reportada também foi melhor do que o esperado.
O mercado de commodities também teve sua parcela de importância, com os preços do barril de petróleo superando a casa de US$ 77 ao longo do dia em Nova York. Por fim, a balança comercial da Zona do Euro apontou uma redução no seu déficit em agosto, na comparação com 2008.
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Dólar a R$ 1,709
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,7070 na compra e R$ 1,7090
na venda, alta de 0,53% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,8200, representando um ágio de 6,62%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 3,66% em outubro, frente
à queda de 6,09% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 26,87%.
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Dólar futuro também em alta
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em novembro
encerrou o dia cotado a R$ 1,712,
alta de relação ao fechamento
de R$ 1,706
da última quinta-feira. O contrato com vencimento em dezembro, por sua vez, fechou em alta,
atingindo R$ 1,724 frente
à R$ 1,714 do fechamento da véspera.
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O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,71250.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,66% para dezembro, 0,02 ponto acima do fechamento anterior.