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SÃO PAULO – Um mês depois de sua última avaliação, os analistas do IRR Group reiteraram a recomendação de “hold” (manter) para as ações preferenciais da Vale (VALE5) e também para os seus ADRs (American Depositary Receipt). Contudo, o preço-alvo projetado para ambos sugere um leve downside, em virtude da forte valorização acumulada nestes trinta dias.
O preço-alvo esperado para os papéis negociados na bolsa brasileira da mineradora é de R$ 38,14, o que representa uma expectativa de desvalorização em torno de 5% em relação ao fechamento desta sexta-feira (16). Já o patamar esperado para os ativos negociados em Wall Street é de US$ 20,08, o que aponta um forte downside de 14,5% frente à cotação final desta sessão.
Desde a última análise feita pela instituição, no dia 17 de setembro, quando foram incorporados esses preços-alvos, as cotações de ambos os papéis dispararam, principalmente em virtude das melhores perspectivas de produção de minério de ferro, que surgiram após a China anunciar recordes de importações da commodity durante setembro na última quarta-feira (14).
Ainda na quarta-feira, a mineradora comunicou ao mercado seu plano de US$ 5,6 bilhões para a expansão da sua capacidade produtiva de minério de ferro em Minas Gerais, de modo a atender o crescimento da demanda doméstica. Com isso, as ações VALE5 subiram cerca de 13% na bolsa brasileira, ao passo que os ativos VALE.P dispararam mais de 20% no Nyse.
Perspectivas ajudam a manter recomendação
Tendo em vista o horizonte promissor para o mercado da principal matéria-prima produzida pela mineradora, os analistas da IRR reiteraram a recomendação de “hold” para ambos os papéis, “apesar do preço atual dos ADRs da Vale já não suportarem mais a sugestão”, tendo em vista os ganhos limitados no curto prazo pela forte valorização acumulada.
Os especialistas da instituição também afirmam que irão reavaliar a companhia após a divulgação de seu resultado trimestral, marcado para o próximo dia 28, numa quarta-feira.