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SÃO PAULO – Após a melhor semana em seis meses para o principal benchmark do mercado acionário nacional, o Ibovespa Futuro abriu em alta/queda nesta segunda-feira (10). Às 9h03 (horário de Brasília), o índice acumulava ganhos/perdas de 0,24%, a 61.405 pontos. No radar dos investidores, destaque para a votação da PEC 241, que estabelece um limite para o crescimento das despesas públicas, em primeiro turno no Plenário da Câmara dos Deputados, e para a repercussão do debate entre Hillary Clinton e Donald Trump pela corrida presidencial norte-americana.
A semana começou em alta para as bolsas europeias e queda para as asiáticas, com o mercado acompanhando o segundo debate presidencial nos EUA e o noticiário sobre os bancos no velho continente. Os mercados veem menos chances de uma vitória do candidato republicano Donald Trump em sua candidatura presidencial nos Estados Unidos, em meio a um escândalo sobre os comentários chulos que ele fez sobre mulheres. Além disso, pesquisa da CNN mostrou que a candidata democrata Hillary Clinton venceu o debate do último domingo. Os EUA têm feriado de Columbus Day; mercado de ações opera e o de títulos, não.
Na Europa, destaque para as ações do Deutsche, que chegaram a cair 3% em meio a notícias de que ainda há impasse na negociação com o Departamento de Justiça americano. Por outro lado, as exportações da Alemanha subiram 5,4% se recuperaram mais do que o esperado em agosto, registrando a maior alta em mais de seis anos e afastando temores de que a economia estaria a caminho de uma desaceleração. No mercado de commodities, o petróleo tipo brent e WTI sobe, com respectivas cotações de US$ 52,38 e US$ 50,15 o barril. Já o minério de ferro spot (à vista), negociado no porto de Qingdao com 62% de pureza, fechou em alta de 1,39%, a US$ 56,65 a tonelada.
Relatório Focus
Os cinco economistas que mais acertam em suas projeções para o Banco Central mostraram uma revisão na mediana das expectativas para números da economia em 2016. Segundo o relatório Focus referente à semana encerrada em 7 de outubro, as projeções para a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) até o fim de dezembro caiu de 7,22% no último levantamento para 7,02% agora. O mesmo ocorreu com a taxa de câmbio, que caiu de R$ 3,28 para R$ 3,25. A Selic, por sua vez, foi mantida a 13,75% ao ano.
Para 2017, as expectativas para o avanço dos preços minguou de 5,13% para 5,05%, ao passo que para a taxa de câmbio foi de R$ 3,50 para R$ 3,45. Já a mediana do “top 5” para taxa básica de juros subiu de 11% no levantamento anterior para 11,13%. Vale ressaltar ainda que as expectativas desse grupo de economistas por uma redução de 0,25 pontos na Selic ainda em outubro — quando haverá reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) — foi mantida.
Entre todos os economistas que a autoridade monetária consulta semanalmente, também houve mudanças de perspectivas. Para o IPCA de 2016 e 2017, as expectativas apresentaram respectivos recuos de 7,23% para 7,04%, e de 5,07% para 5,06%. No caso da taxa de juros, eles mantiveram apostas de 13,75% ao final deste ano e 11% no ano seguinte. O mesmo foi visto no câmbio: R$ 3,25 em 2016 e R$ 3,40 em 2017. O PIB, por sua vez, foi de -3,14% para -3,15% neste ano e foi mantido em 1,30% de alta no ano seguinte.
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PEC do teto de gastos
A PEC do teto segue para ser votada no Plenário nesta segunda-feira em primeiro turno. Confiante na aprovação da proposta de Emenda à Constituição (PEC 241/16) que limita o teto de gastos públicos, o governo espera contar com mais de 350 votos para garantir a proposta. A afirmação é do ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, responsável pela articulação política do governo.
Em jantar promovido ontem com deputados da base aliada do governo, no Palácio da Alvorada, o presidente Michel Temer criticou a manifestação da Procuradoria-Geral da República, que na sexta-feira considerou “inconstitucional” a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) apresentada pelo governo para limitar o aumento dos gastos públicos por 20 anos. “Todo e qualquer movimento de natureza corporativa que possa tisnar a PEC do Teto não pode ser admitido”, disse Temer, de acordo com relato de participantes do encontro, sem citar diretamente o Ministério Público Federal. “Nós estamos fazendo história e queremos, no último dia do nosso governo, dizer: ‘Salvamos o Brasil'”.
EUA
A reta final das eleições nos EUA e os indicadores econômicos ganham destaque nesta semana. De acordo com pesquisa realizada pela CNN, a candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, venceu neste domingo (9) o segundo debate contra o republicano Donald Trump, segundo 57% dos consultados. Dos entrevistados na pesquisa, 58% disseram antes do debate que apoiavam Hillary.
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Nesta semana, o destaque fica para a ata do Fomc (Federal Open Market Committee), a ser revelada dia 12 (quarta-feira), após o payroll um pouco menor do que o previsto na última sexta-feira não mudarem as expectativas de alta de juros em dezembro pelo Fed. Além do Fomc, a chairwoman da autoridade monetária Janet Yellen e outros dirigentes do Fed ao longo da semana. Vendas no varejo, PPI e sentimento de Michigan são destaques entre indicadores nesta semana.
Dados econômicos
No Brasil, após o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de setembro abaixo de todas as previsões ampliar as apostas em corte da Selic, os próximos dias têm apenas uma prévia do IGP-M e quadrissemanas do IPC-Fipe e IPC-S. A semana terá feriado na quarta-feira, dia de Nossa Senhora Aparecida. O Banco Central mantém volume de 5.000 swaps reversos em leilão.
No exterior, a China divulga dados importantes durante a semana. Balança comercial deve sair entre os dias 12 e 13. Dados de inflação saem na quinta-feira. Na zona do euro, sai produção industrial. No Reino Unido, o presidente do Bank of England Mark Carney fala dias 13 e 14.
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Noticiário corporativo
A semana já começa movimentada no noticiário corporativo, com destaque para a notícia de que o Itaú Unibanco anunciou acordo com o Citibank para aquisição dos negócios de varejo conduzidos pela instituição financeira norte-americana no Brasil por R$ 710 milhões. Além disso, a Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, terá novo presidente a partir de 1º de janeiro do ano que vem. Eduardo Navarro, atual presidente do Conselho de Administração da empresa no Brasil, assumirá a presidência da companhia no lugar do israelense Amos Genish. Chama a atenção ainda as diversas recomendações: a Usiminas foi rebaixada de neutra para underweight pelo JPMorgan, enquanto a Gerdau foi rebaixada de overweight para neutra pelo mesmo banco. ALocaliza foi rebaixada para neutra pelo Bradesco BBI, enquanto a JSL teve a cobertura retomada com outperform pelo mesmo banco. A Ambev foi reiniciada com recomendação de compra pelo Goldman Sachs. Além disso, Rômel Erwin de Souza reassumiu a presidência da Usiminas.
(Com Bloomberg, Reuters e Agência Estado)
O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.
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