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SÃO PAULO – A última semana de outubro promete volatilidade em alta nas bolsas de valores, com os mercados internacionais intercalando movimentos pontuais positivos com alguns ajustes nas posições de maior risco.
A priori, o rumo dos negócios será definido na quinta-feira, quando serão publicados os números sobre o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA – a principal divulgação da semana. Até lá, a atenção ficará por conta dos novos dados econômicos que serão conhecidos no Brasil e no exterior, com referências sobre inflação e nível de atividade.
Os analistas esperam que a economia norte-americana tenha crescido 3% no terceiro trimestre, e a notícia deverá trazer certo alívio, se confirmada. Os EUA ainda sentem os efeitos da crise de 2008, e a expansão sinalizaria a interrupção de uma série de quatro trimestres consecutivos de contração do produto.
“Mas o dado só sai na quinta-feira e, até lá, é possível que haja a formação de posições defensivas para o caso de alguma decepção”, articulou a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares. “Existe a possibilidade ainda de o mercado se posicionar para a confirmação de um número mais forte, que reforçaria a percepção de que os juros terão que subir no médio prazo para prevenir pressões inflacionárias”.
PIB poderá afetar o câmbio
A divulgação do PIB norte-americano, bem como os rumores sobre alguma alteração na política monetária do Fed, também poderão trazer algum efeito no câmbio internacional, como mostra o economista-chefe do Banco Schahin, Silvio Campos Neto.
“Caso se confirmem dados mais consistentes da economia dos EUA, o dólar poderá encontrar sustentação nos próximos dias, refletindo também rumores dos principais jornais do país de que o Federal Reserve já procura alterar o teor de seus comunicados, eliminando a indicação de que as taxas de juros seguirão baixas por um longo período”.
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O economista lembra ainda que o comportamento global do dólar segue no centro das atenções no exterior, com a preocupação cada vez mais aberta dos países da União Europeia com a valorização do euro frente à moeda norte-americana.
A equipe de especialistas do Santander também traçou perspectivas para o câmbio e avaliou o desempenho das 21 principais moedas do mundo – a conclusão, já notada em outras pesquisas, é de que o real foi uma das divisas que apresentou a maior apreciação em 2009. “Mas é preciso notar que as moedas que mais se valorizaram foram justamente as que mais se enfraqueceram no começo da crise. Dito isso, nós achamos que a alta do real não parece tão exagerada”.
Quanto às cotações, a expectativa de Campos Neto é que a taxa de câmbio oscile em torno de R$ 1,70, opinião também sustentada por Miriam Tavares, da AGK Corretora, que espera que a cotação suba até R$ 1,74, nos momentos de maior pessimismo na semana. O Santander não estipulou um intervalo, mas sugeriu não esperar patamares muito distantes dessas marcas.
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Ibovespa sem consenso
A perspectiva de estabilidade no mercado cambial também é mantida para a renda variável doméstica, com a expectativa de que Bolsa de Valores de São Paulo continue sendo influenciada pela aversão ao risco externa e pelo preço das commodities.
O desempenho do mercado brasileiro, entretanto, é motivo de pouco consenso entre os analistas financeiros, que divergem a respeito da trajetória que o índice base (Ibovespa) deverá assumir ao longo da semana.
“A BM&F Bovespa pode sofrer ainda algum impacto negativo do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre aplicações estrangeiras no mercado de capitais estrangeiro, implementado na semana passada. Mas, os balanços corporativos locais devem continuar ajudando o desempenho da Bolsa”, avaliou Miriam Tavares.
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Já na visão do economista-chefe do Banco Schahin, o movimento recente de alta das bolsas pode estar perdendo fôlego temporariamente, embora seja pouco provável uma realização intensa na renda variável. “Novos picos de alta dependerão de dados excessivamente favoráveis, o que pode não se confirmar neste momento”, explica Campos Neto.
A agenda doméstica traz referências até quinta-feira, quando será divulgada a versão mensal do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercados). O consenso dos analistas é que seja evidenciada forte desaceleração comparado ao resultado de setembro (+0,42%), fruto da queda nos preços agrícolas no atacado, com destaque para soja, leite in natura e aves. No mesmo dia, será divulgada a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), referente à reunião da semana passada.
Semana – De 26 a 30 de outubro
– Brasil
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| Data | Hora* | Indicadores – Brasil |
| Segunda-feira | 8:00 | Relatório Focus |
| Segunda-feira | 10:00 | Nota do Setor Externo: setembro |
| Segunda-feira | 11:00 | Balança Comercial: quarta semana de outubro |
| Terça-feira | 7:00 | IPC-Fipe: terceira quadrissemana de outubro |
| Terça-feira | 10:00 | Nota de Política Monetária: setembro |
| Quarta-feira | 8:00 | Sondagem Industrial FGV : outubro |
| Quarta-feira | 10:30 | Nota de Política Fiscal: setembro |
| Quinta-feira | 8:00 | IGP-M: outubro |
| Quinta-feira | 8:30 | Ata do Copom |
* Horário de Brasília
– Estados Unidos
| Data | Hora* | Indicadores – EUA |
| Terça-feira | 11:00 | Consumer Confidence: outubro |
| Terça-feira | 11:00 | S&P/Case-Shiller Home Price: agosto |
| Quarta-feira | 10:30 | Durable Good Orders: setembro |
| Quarta-feira | 12:00 | Existing Home Sales: setembro |
| Quarta-feira | 12:30 | Estoques de Petróleo: semanal |
| Quinta-feira | 10:30 | Initial Claims: semana até 24 de outubro |
| Quinta-feira | 10:30 | PIB: terceiro trimestre de 2009 |
| Quinta-feira | 10:30 | Deflator do PIB: terceiro trimestre de 2009 |
| Sexta-feira | 10:30 | Núcleo do PCE: setembro |
| Sexta-feira | 10:30 | Personal Income: setembro |
| Sexta-feira | 10:30 | Personal Spending: setembro |
| Sexta-feira | 11:45 | Chicago PMI: outubro |
| Sexta-feira | 11:55 | Michigan Sentiment (revisado): outubro |
| Sexta-feira | 12:00 | Employment Cost Index: terceiro trimestre |
* Horário de Brasília