Moody’s eleva rating e perspectiva da Petrobras e ações disparam na Bolsa; veja imagem

Do comunicado enviado ao mercado até o fechamento, papéis preferenciais (PETR4) saltaram quase 2%, indo de R$ 17,80 para R$ 18,05

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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Moody’s acaba de elevar o rating e a perspectiva de nota da Petrobras (PETR3, PETR4). 

O rating subiu um degrau, de “B3” para “B2”, enquanto a perspectiva desta nota foi elevada de negativa para estável. A revisão, segundo a Moody’s, reflete o menor risco de liquidez e a perspectiva de melhora de resultado no médio prazo, informa a agência em comunicado divulgado nesta sexta-feira (21).

Desde que mudou sua gestão, com a chegada do CEO Pedro Parente, a Petrobras tem intensificado seu processo de contenção de gastos e desinvestimentos, além de também ter adotado uma política de preços mais transparente ao mercado. Vale ressaltar que tramita no Senado o projeto de lei que tira a obrigatoriedade da estatal de participar de no mínimo 30% de todos os projetos da região do pré-sal, o que tira um “peso” no lado de investimentos da companhia, que atualmente alcançou US$ 500 bilhões em dívida.

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Ações na máxima em 2 anos
A reação das ações da Petrobras foi imediata: do momento que o comunicado foi enviado ao mercado (por volta das 15h55, horário de Brasília) até o fechamento, os papéis preferenciais (PETR4) saltaram 2%, indo de R$ 17,80 para R$ 18,05 – na máxima do dia, eles bateram R$ 18,09.

Com isso, os ativos PETR4 alcançaram o maior patamar desde outubro de 2014. Vale mencionar que de fevereiro pra cá eles já acumulam ganhos de 340%, contra alta de 72% do Ibovespa no mesmo período.

A imagem abaixo mostra a reação da Petrobras à notícia da Moody’s:

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PETR4 21/10/2016

A decisão da Moody’s…
Apesar da melhora, o rating da Petrobras ainda continua sendo grau especulativo –o que significa que a companhia potencialmente enfrenta condições mais difíceis para fazer captações de títulos–, uma situação vivenciada há algum tempo, desde que a petroleira viu suas finanças se deteriorarem em meio a um escândalo de corrupção, elevado endividamento e queda nos preços do petróleo. 

A Moody’s explicou que a perspectiva estável da Petrobras indica que, nos próximos 12 a 18 meses, a liquidez da companhia e riscos de crédito em geral vão melhorar gradualmente, apoiados pelo enfoque na melhoria das operações e alocação de capital, refinanciamento da dívida e vendas de ativos adicionais.

Fatores externos, como melhoria do sentimento do mercado em relação ao Brasil, após o impeachment de Dilma, e a consequente valorização do real ante o dólar também contribuíram com a melhoria do perfil da empresa, de acordo com a Moody’s, que citou fatores para a redução dos custos, de despesas de capital e da alavancagem.

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“O risco de liquidez da Petrobras tem diminuído ao longo dos últimos meses com as vendas de US$ 9,1 bilhões em ativos até agora em 2016 e os cerca de US$ 10 bilhões em títulos trocados durante terceiro trimestre, o que estendeu o perfil de vencimento da dívida da empresa”, afirmou a Moody’s.

A agência de classificação de risco destacou que antes das últimas emissões de títulos em maio e julho, a petroleira não acessava mercados de capitais desde junho de 2015, devido ao baixo apetite de crédito para a indústria de petróleo e gás e a própria Petrobras, e também pelo risco do Brasil.

… e a Petrobras
A notícia foi considerada “ótima” e bem-vinda pelo diretor de Estratégia da petroleira estatal, Nelson Silva. “É muito positivo ver que já existe uma percepção mais positiva com relação à qualidade de crédito da Petrobras”, disse o executivo a jornalistas, após participar de evento do setor de infraestrutura em São Paulo. 

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Já a estatal, via comunicado enviado por e-mail, disse que a revisão reforça o reconhecimento pelos esforços da empresa, e que as metas principais do planejamento estratégico anunciado recentemente são compromissos importantes neste processo de recuperação.

(Com Reuters e Bloomberg)


Idealizador e apresentador do canal Stock Pickers