Bolsas caem, com recuo de commodities e resultados corporativos ruins

Tanto petróleo quanto ouro caem e desanimam investidores, assim como números da ArcelorMittal; recuperação dos EUA é real?

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SÃO PAULO – Nesta quarta-feira (28), as bolsas europeias operam em baixa acentuada e contaminam os mercados futuros dos EUA, que permeiam o campo negativo. Tanto o ouro quanto o petróleo recuam no mercado de commodities, favorecendo o dólar, que se valoriza frente ao euro e à libra, mas se deprecia diante do iene.

Nos EUA, olhos atentos ao Durable Good Orders (10h30), que avalia o pedido de bens duráveis de setembro. Para o Jyske Bank, o indicador “determinará o risco global de apetite nesta sessão”. Da indústria para os imóveis, destaque para o New Home Sales (12h00) de setembro, com as vendas de casas novas na maior economia do mundo. Por fim, haverá o tradicional relatório de Estoques de Petróleo (12h30) semanal.

Prejuízo revertido, lucros menores

A ArcelorMittal – maior siderúrgica do mundo – voltou a apresentar lucro no terceiro trimestre deste ano, de US$ 909 milhões, após três prejuízos consecutivos nos últimos quartos. A despeito do retorno aos números positivos, os ganhos relatados são 76% menores em relação ao mesmo período do ano passado, o que explica, em parte, a desvalorização de 2,5% dos papéis em Amsterdã.

Recuperação não é sustentável

À luz da ligeira melhora na atividade econômica, analistas preveem que o PIB (Produto Interno Bruto) dos EUA, a ser divulgado na próxima quinta-feira (29), deverá mostrar crescimento de 3,2% no terceiro trimestre. Contudo, para David Rosenberg, economista-chefe do Gluskin Sheff, os consumidores estão “literalmente em estado de choque”. Mais adiante, Rosenberg dispara: “desculpem-me, mas não consigo ver drivers para uma recuperação sustentável. Apenas um trimestre com forte alta no PIB não é capaz de fazer isso por mim”.

“Upside ainda é significativo”

Diante das recentes baixas nos mercados, Will Hepburn, presidente da Hepburn Capital Management, acredita que “o mercado não parece muito amigável, mas o cenário geral não mudou muito”. Se a inércia no panorama não condiz com a desvalorização, “o momentum de upside ainda é significativo”, completou Hepburn, citando fatores como resultados corporativos melhores como possíveis propulsores à renda variável internacional.

Indústria em foco

No Brasil, ênfase para o ICI (Índice de Confiança da Indústria) da FGV (Fundação Getulio Vargas) referente a outubro, que marcou alta de 2,7% no período. Também será divulgada a Nota de Política Fiscal (10h30) do mês de setembro. No front corporativo, há o início da negociação dos papéis da Cetip na Bolsa.

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Vale investe em Moçambique

A Vale ajudará no financiamento para a construção de um aeroporto em Nacala, cidade localizada ao norte de Moçambique, conforme periódicos locais. A obra é orçada em US$ 1,6 bilhão e visa permitir a infraestrutura necessária para a exploração de minas de carvão no país africano. Cabe lembrar que, segundo jornais africanos, a mineradora brasileira também está envolvida na construção de uma estrada de ferro de 900 quilômetros.