Inadimplência das empresas cai 2,6% em setembro e atinge níveis pré-crise

Segundo Serasa, com a retomada da economia, o fluxo de caixa das empresas tem apresentado melhora

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SÃO PAULO – O índice de inadimplência das empresas brasileiras apresentou uma queda de 2,6% em setembro, fazendo com que a inadimplência atingisse o menor patamar dos últimos 11 meses. A variação negativa mostra que os níveis de inadimplência voltam aos patamares pré-crise.

Os dados são do Indicador Serasa de Inadimplência das Empresas, divulgado nesta quarta-feira (27). De acordo com os técnicos da instituição, com a retomada da economia, o fluxo de caixa das empresas tem apresentado melhora.

Por outro lado, houve incremento na taxa de inadimplência em setembro, quando comparada a setembro do ano passado. O incremento de 11,3% está acima da taxa média anual observada entre 2005 e 2008 (6,5%) . No acumulado do ano, de janeiro a setembro, a inadimplência das pessoas jurídicas avançou 26,7%.

Tipo de dívida

Considerando os primeiros nove meses deste ano, os títulos protestados seguem liderando o ranking das dívidas das empresas, com 41,6% de participação na inadimplência. O percentual, entretanto, foi inferior ao registrado no mesmo período de 2008 (41,9%).

Na segunda colocação aparecem os cheques sem fundos, com representatividade de 38,9% na mesma base comparativa. Tal representatividade é a menor registrada nos últimos nove meses.

As dívidas com os bancos, por sua vez, representaram 19,5% do total da inadimplência das empresas nos primeiros nove meses de 2009. No mesmo período do ano anterior, essa modalidade contribuía com 19,2% de participação.

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Valor das dívidas

Se o peso das dívidas com o sistema financeiro foi o menor no total da inadimplência, o mesmo não aconteceu com os valores destas ocorrências: a média dos débitos atingiu R$ 4.563,54 no acumulado entre o primeiro e o nono mês do ano, o que representa um crescimento de 3,6% frente ao mesmo período de 2008.

Já a dívida média referente aos títulos protestados ficou em R$ 1.783,80 no período analisado (+17,9%, na mesma base comparativa). Os cheques sem fundos, por sua vez, registraram uma média de R$ 1.579,34 no período, sendo que houve avanço de 21,6% ante o mesmo período de 2008.

Análise da situação

Para os técnicos da Serasa Experian, o índice de inadimplência das empresas acompanha a recuperação da economia, mesmo em ritmo mais lento, por conta dos impactos da crise.

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Ainda assim, os analistas acreditam que o retorno a taxas menores de inadimplência dependerá não apenas do fortalecimento da atividade econômica, mas a normalização da oferta de crédito às empresas.

Metodologia

O Indicador Serasa de Inadimplência de Pessoa Jurídica, por analisar eventos ocorridos em todo o Brasil, reflete o comportamento da inadimplência em âmbito nacional. O modelo estatístico de múltiplas variáveis considera as variações registradas no número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com as instituições financeiras. A divulgação é mensal.