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SÃO PAULO – Repercutindo o resultado trimestral apresentado pela Vale (VALE3, VALE5), a Dahlman Rose optou por elevar o preço-alvo do ADR (American Depositary Receipt) representativo das ações ordinárias da mineradora para US$ 30,00 – upside de 12% frente o fechamento dos ADRs na quinta-feira (29) – e reiterou a recomendação de compra.
Na última quarta-feira, a companhia mostrou em seu balanço um lucro líquido de US$ 0,31 por ação, desempenho levemente melhor do que o esperado pela corretora, que esperava ganhos de US$ 0,30 por ação. Segundo os analistas da Dahlman Rose, esse resultado pode ser atribuído ao volume de minério de ferro vendido, que foi maior do que eles esperavam.
De acordo com o balanço da companhia, o total de minério vendido aumentou 35,5% em relação ao trimestre anterior, no entanto ficou 15% abaixo do montante registrado no mesmo período de 2008. “Deste modo, acreditamos em um espaço adicional para que a exportação de minério de ferro aumente”, afirmam os especialistas.
Com isso, a instituição revisou suas projeções para as vendas da Vale em 2010, acreditando que as exportações tanto para os países desenvolvidos quanto para os emergentes continuem apresentando altas margens de crescimento no próximo ano. “Nós antecipamos que a companhia negociará 325 milhões de toneladas métricas de minério de ferro em 2010, contra nossa previsão anterior de 300 milhões de toneladas métricas”.
Greve ainda deve impactar segmento de não-ferrosos
Contudo, o impasse envolvendo a paralisação das plantas Sudbury e Voisey’s Bay devem continuar afetando a produção no segmento de não-ferrosos. “Enquanto o desenrolar do problema tem puxado os preços do níquel para cima, isso também tem impactado no volume de produção da Vale”, afirma o time de análise da instituição, que espera ver as paralisações chegarem ao fim no primeiro semestre de 2010.
Melhores estimativas para 2010
Os analistas também revisaram para cima o desempenho operacional da Vale no próximo ano. “Em virtude das melhores projeções para o minério de ferro, esperamos que a companhia gere um Ebitda (geração operacional de caixa) de US$ 18,7 bilhões em 2010, contra as projeções anteriores de US$ 17,8 bilhões”, informam.
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Para o longo prazo, a Dahlman Rose mantém um viés positivo devido aos próximos eventos que ocorrerão no Brasil. “Nós acreditamos que a companhia está bem posicionada para tirar vantagem dos sinais de recuperação da economia global. Além disso, deverá se beneficiar com os investimentos em infraestrutura para a preparação do País para receber a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016”, concluem os especialistas.