Especulações sobre CIT levam setor financeiro dos EUA para baixo

Dados decepcionantes da economia norte-americana também pressionaram em dia ruim para ações do setor

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SÃO PAULO – Em um dia de turbulência nos mercados, as ações do setor financeiro norte-americano sofreram ao receber a sinalização, nesta sexta-feira (30), de que mais uma grande companhia dos EUA poderá entrar em processo de concordata.

O índice do setor financeiro da Nyse fechou o pregão com queda de 4,06%, e o da Nasdaq acumulou baixa de 3,20% na sexta-feira.

Mesmo com o avanço do PIB (Produto Interno Bruto) ainda fresco na memória – o índice foi divulgado nesta quinta-feira (29) e apontou um crescimento de 3,5% para o período entre julho e setembro deste ano – os investidores viram a ameaça da recessão se desenhar em meio aos dados do dia.

O núcleo do índice de preços PCE (Personal Consumption Expenditures) registrou variação positiva de 0,1% em setembro, abaixo das expectativas, que apontavam inflação de 0,2%. Além disso, a revisão do Michigan Sentiment de outubro ficou em 70,6 pontos, abaixo do apurado em setembro, quando marcara 73,5 pontos.

Com a moldura pessimista do dia, a notícia de que o CIT firmou uma linha de crédito de US$ 1 bilhão com o megainvestidor Carl Icahnm, apontando para um início de processo de concordata, deixou os mercados apreensivos com as perspectivas do setor financeiro.

Após a notícia, o índice de volatilidade da bolsa de Chicago, conhecido como VIX, disparou 25%, atingindo sua maior variação diária em mais de um ano. Ele é usado, por vezes, como um indicador de “medo” de Wall Street.

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CIT

As ações da companhia chegaram a ter sua negociação interrompida durante o pregão, o que não impediu a queda de 3,89% dos ativos – no intraday, os papéis tiveram uma desvalorização acima de 20%, e as ações seguem em queda no after-market de Nova York, com perdas de 31%. As expectativas são de que o grupo entre com o processo de falência já no próximo domingo.

Mais cedo, o Goldman Sachs informou planos de reduzir os empréstimos de resgate para o CIT em US$ 875 milhões, para US$ 2,125 bilhões. Enquanto o CIT pagou US$ 285 milhões em taxas ao Goldman devido à redução e reportou US$ 250 milhões em garantias, o Goldman concordou em não encerrar o financiamento, caso a empresa entre em concordata.

Vale lembrar que há cerca de dez dias, Icahn havia enviado uma carta à companhia afirmando que o plano de reestruturação através de troca de dívida por ações e títulos era “uma tentativa de má fé para comprar votos”.