Como a retomada da manufatura nos EUA pode afetar as ações?

Correlação entre a média do S&P 500 e o ISM Index nos últimos 60 anos sugere maior cautela dos investidores, diz JP Morgan

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SÃO PAULO – O ISM Index atingiu 52,9 pontos em agosto, o que indica a primeira expansão da manufatura desde o primeiro mês do ano passado. A retomada industrial pode ser vista como positiva do lado econômico, mas deverá ser complicada para o mercado acionário.

É com esse viés que os analistas do JPMorgan Chase enxergam os dados, com base na correlação histórica entre a média do S&P 500 e o ISM Index nos últimos 60 anos. Como conclusão, quando a manufatura está em modo de expansão, os investidores devem ser um pouco mais cautelosos em suas alocações.

Portfólio mais defensivo

Para os analistas do banco, a aproximação do ponto de inflexão na contração econômica dos EUA foi o motivo propulsor das ações. “Até o ISM Index chegar a 50 pontos, as ações cíclicas tendem a apresentar melhor desempenho do que as defensivas em 13%, mas dos 50 pontos até o pico, a diferença cai para 5%”, explica o banco.

Com essa diferença em mente, o JPMorgan Chase recomenda “um portfólio mais balanceado”, com menores alocações nos setores de mineração e metalurgia, para incremento dos papéis de companhias do setor de telecomunicações.