Bancos sob pressão para elevar capital e aplicar as lições da crise

Ministros de Finanças do G-20 começam a delinear as novas exigências às operações das instituições financeiras

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SÃO PAULO – Os bancos devem enfrentar em breve o desafio de adequarem-se às novas exigências de capital a serem delineadas pelos ministros de Finanças do G-20. Apesar da expectativa de que uma proposta apenas seja implementada em anos, alguns bancos europeus precisarão iniciar a captação em breve.

Reunidos em Londres durante o final de semana, os líderes do G-20 começaram a formalizar os pedidos feitos pelos líderes dos países, em reunião realizada em abril deste ano, para elevar a necessidade de manutenção de capital nos bancos e criar estruturas para que as lições da crise sejam aplicadas.

O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, disse no sábado desejar ver as novas regras aprovadas ao final de 2010 e em atuação dois anos depois. A proposta de alterar o acordo de Basiléia 2 deve afetar o montante disponível para os bancos emprestarem, mas este valor ainda não é sabido.

Tier 1

Em julho deste ano o Comitê de Basiléia já havia adotado uma mudança nas regras que elevaria o montante mínimo a ser guardado pelos bancos. A mudança no acordo deve ocorrer no final de 2010. A grande mudança das reuniões de sábado é a alteração no Tier 1 – relação utilizada por agências reguladoras para medir a força de capital dos bancos.

Segundo a proposta, os bancos terão agora que reter capital na forma de ativos comuns e lucros retidos, ao contrário da maneira atual de manter ativos de menor qualidade. Tal mudança faria com que os bancos possam responder de maneira rápida a qualquer instabilidade do sistema.

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