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SÃO PAULO – Em face da valorização acumulada de aproximadamente 13% no ano, a cotação do ouro ultrapassou a barreira psicológica dos US$ 1.000 nesta sessão, como resposta à desvalorização do dólar e à tendência técnica de alta. Contudo, será que o preço do metal precioso subirá ainda mais?
Primeiramente, de acordo com analistas técnicos, a ultrapassagem responde – de forma dominada – a uma LTA (Linha de Tendência de Alta) de longo prazo iniciada em julho de 2005 que, após ter sido quebrada em outubro do ano passado, volta à tona com a recuperação da commodity.
Além disso, a deslocação para a casa dos milhares indica que a cotação do ouro testa um forte nível de resistência em US$ 1.000, criada através do topo duplo iniciado em 2008 e encerrado em fevereiro deste ano. Com a superação desta resistência, o primeiro preço-alvo mais próximo é de US$ 1.180.
Por outro lado, o estrategista de commodities do Commonwealth Bank of Australia David Moore acredita que “no final do ano, a cotação do ouro estará mais baixa, provavelmente abaixo de US$ 950,00 a onça”.
Pequim comprado em ouro?
Durante evento nos EUA, Cheng Siwei, oficial ligado ao governo chinês, indicou que Pequim acumula reservas em ouro. “O ouro é definitivamente uma alternativa, mas quando compramos, o preço sobe. Temos que fazer isso cuidadosamente, para não estimular o mercado”, completou.
Lembrando a forte campanha da China contra o dólar, as palavras de Siwei podem justificar um dos porquês da alta do ouro.