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SÃO PAULO – Com o dólar caindo para o mais baixo patamar do ano frente ao euro, e as expectativas acerca do relatório sobre os estoques norte-americanos de óleo bruto e da reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), as cotações do produto apresentaram a maior valorização diária desde julho nesta terça-feira (8).
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 69,42 no pregão desta terça-feira, com forte alta de 4,34% em relação ao último fechamento. Por sua vez, o contrato com vencimento em outubro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 71,10 por barril, configurando alta de 4,96% frente ao fechamento anterior.
Câmbio
Principal referência para os preços da commodity nesta terça-feira, o dólar caiu mais de 1,10% contra a divisa europeia durante o dia, refletindo o pessimismo do mercado após o Consumer Credit vir bem abaixo do esperado.
O indicador reportou um recuo de US$ 21,5 bilhões no montante de crédito concedido aos consumidores norte-americanos em comparação com junho, atingindo o total de US$ 2,472 trilhões. O resultado é pior que o esperado, já que as projeções apontavam para recuo bem menor, de US$ 4 bilhões.
Vale lembrar que uma desvalorização da moeda dos EUA geralmente pressiona para valorização do petróleo, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços do óleo bruto são expressos em dólar, quanto pela movimentação dos investidores que procuram aplicações mais rentáveis (ocorrendo assim migração de posições em câmbio para aplicações em commodities).
Estoques e Opep
Será realizada nesta quarta-feira, em Viena, a reunião da Opep, onde será discutida, entre outros pontos, a atual meta de produção do cartel. Apesar do presidente da organização, José Botelho de Vasconcelos, ter se mostrado preocupado com os altos estoques do produto, o consenso do mercado é de que os membros irão optar pela manutenção dos atuais níveis de produção.
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“O mercado está em muito boa forma, muito bem abastecido. O atual patamar de preços está bom para todos, consumidores e produtores” afirmou o ministro saudita do Petróleo, Ali al-Naimi.
Também é esperada para o dia a divulgação do relatório do governo dos EUA sobre os estoques de óleo bruto do país. O consenso do mercado aponta para uma redução dos níveis armazenados do produto durante a última semana.