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SÃO PAULO – O Brasil poderá se tornar um exportador de equipamentos de óleo e gás, assim espera Paulo Godoy, presidente da Abdib (Associação Brasileira da Infra-Estrutura e das Indústrias de Base). Segundo ele, a exigência de participação de 70% da indústria brasileira no pré-sal será fundamental ao desenvolvimento da indústria do setor.
| Godoy: “Conseguiremos construir um grande centro produtor de equipamentos de óleo e gás” |
Godoy reuniu-se na última sexta-feira (4) com o presidente da Petrobras (PETR3, PETR4)
, José Sérgio Gabrielli, para discutir sobre o fornecimento de equipamentos e serviço para a exploração dos campos do pré-sal.
“Fixamos diversas frentes de trabalho para discutir e atuar com a Petrobras e toda a cadeia fornecedora de bens e serviços”, afirma.
Há bastante expectativa em relação à esta exigência do novo modelo de exploração do pré-sal. “O ritmo das novas áreas vai ser determinado pela capacidade de encontrar equipamentos e serviços”, disse o presidente da estatal, durante teleconferência.
Alguns analistas acreditam que a limitação atual evitará a licitação de vários blocos no curto prazo. Godoy crê, contudo, que a indústria estará preparada inclusive para prover serviços. “O pré-sal trará oportunidade de desenvolvimento importante nessa área – e temos de aproveitar”.
Financiamento
Segundo Godoy, o financiamento à indústria é um dos maiores desafios. “Será importantíssimo consolidarmos o conceito de project finance no setor do pré-sal, porque as empresas poderão dar, como garantias, os ativos dos próprios contratos, o que amplia o fôlego das empresas para tomar empréstimos. Isso é importante porque os investimentos serão muito grandes”.
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“Houve consenso de que esse modelo que pretendemos desenvolver para uma nova indústria de bens e serviços para o setor de óleo e gás terá ser baseado na alta produtividade, com mais escala e redução de custo. Se tivermos esses ingredientes, a indústria brasileira conseguirá ser competitiva e terá bases para se desenvolver, com ampliação da capacidade produtiva e com custos e prazos adequados”.
Sondas
Com a expectativa de que a produção de petróleo do Brasil dobre até 2020, a necessidade de novas sondas de exploração também é um ponto crítico. Hoje, a Petrobras opera com seis sondas na área da Bacia de Santos, sendo que duas estão conduzindo testes de formação, três em novos poços e, a sexta sonda passa por troca de equipamentos. Ainda há duas sondas para serem recebidas até o final deste ano e mais seis no ano que vem.
“É um tema de extrema relevância, porque elas ainda não são desenvolvidas totalmente no Brasil e representam cerca de 40% do conjunto do navio sonda. A produção das sondas de perfuração será um novo nicho para as indústrias brasileiras, mas elas terão de se desenvolver, procurar e desenvolver tecnologia”.