Melhora na percepção de risco pode impulsionar mercado brasileiro de ações

BoA Merrill Lynch aponta que ações devem negociar 25% acima dos preços atuais; Brasil entre mercados mais atrativos

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SÃO PAULO – Dentre os mercados latino-americanos, uma análise da equipe do Bank of America Merrill Lynch chegou à conclusão de que as ações brasileiras devem ser negociadas cerca de 25% acima dos preços atuais na média.

A projeção parte do modelo CAPM (Capital Asset Pricing Model) de precificação de ativos, que considera o retorno exigido do capital próprio em relação a uma taxa livre de risco e um prêmio de risco do mercado acionário.

– CAPM –
E(Ri)= Rf + B(E(Rm) – Rf)
-E(Ri): retorno esperado

-Rf: taxa livre de risco

– B: sensibilidade do ativo em relação ao mercado
– E(Rm): retorno esperado do mercado

Desde outubro do ano passado, período em que atingiram máxima histórica, os CDS (Credit Default Swaps) brasileiros já apresentam declínio de 4,54%. Grosso modo, com CDS em queda, expectativa é de valuation mais atrativo.

Mais atrativo

Por definição, o retorno exigido por ações, é maior do que o retorno exigido da dívida. O BofA Merrill Lynch traçou um comparativo entre o rendimento dos lucros (com base em estimativas para o P/L de 12 meses) e o rendimentos dos títulos de dívida das empresas (considerando os títulos mais líquidos das empresas).

Empresa EY/BY*
Sabesp 12,7%
Braskem 6,1%
Banco do Brasil 4,8%
Bradesco 4,0%
Eletrobrás 3,9%
Petrobras 3,8%
Ambev 2,5%
Usiminas -1,9%
TAM -2,8%
Gerdau -3,1%
Cesp – 3,6%
Minerva – 4,9%
JBS -5,5%
Lupatech – 6,5%

Nesta comparação, o Brasil aparece como mercado acionário mais atrativo, ou seja, com relações mais discrepantes. Diante de uma média histórica de 3,8%, o mercado local aparece com gap atual de 3,4%. A média histórica da América Latina é de 1,2%, com atuais 0,2%.

Quatro entre as seis

Mais especificamente, as ações de Sabesp, Braskem, Banco do Brasil e Bradesco aparecem entre as seis mais atrativas do universo de cobertura do banco.

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Por outro lado, a relação aponta ações de Usiminas, TAM e Gerdau entre as menos atrativas, com EY-BY* de -1,9%, -2,8% e -3,1% respectivamente.

*EY-Earnings Yield, ou retorno esperado dos lucros com base em estimativas para o P/L de 12 meses
BY -Bonds Yield, rendimentos dos títulos de dívida das empresas (considerando os títulos mais líquidos das empresas)