BC abre espaço para corte de juros, e DIs abrem em forte queda

Projeções para a inflação em 2017 mostram melhora ao recuarem de 5,5% para 4,9%, o que indica um cenário mais favorável para redução da Selic
Fachada do Banco Central do Brasil
Fachada do Banco Central do Brasil

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SÃO PAULO – Um dos indicadores econômicos mais esperados pelo mercado na semana, o relatório trimestral de inflação mostrou expectativas do Banco Central de que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) termine o ano acumulando alta de 7,3%, contra 6,9% estimados anteriormente no cenário referência. Movimento similar foi visto no cenário de mercado, com as apostas saltando de 7% para 7,3%.

Segundo o documento, divulgado na manhã desta terça-feira (27), as projeções são de melhora para o indicador em 2017 em comparação com as apostas anteriores: agora, a expectativa de alta é de 4,9%, contra 5,5% anteriores no cenário mercado, o que deve mexer com os contratos de juros futuros nesta sessão. No cenário referência, as expectativas caíram de 4,7% para 4,4%.

“A evolução dos preços evidencia processo de desinflação em curso. Os índices de preços, embora desacelerassem no trimestre encerrado em agosto, registraram inflação acima das expectativas para o período, refletindo arrefecimento de preços em intensidade inferior ao padrão sazonal. A despeito desse comportamento recente, as perspectivas são de continuidade do processo de desinflação nos próximos trimestres”, diz o texto do Banco Central.

“No entanto, a velocidade de desinflação permanece incerta. No âmbito externo, o cenário ainda apresenta interregno benigno para economias emergentes. No entanto, as incertezas sobre o crescimento da economia global e, especialmente, sobre a normalização das condições monetárias nos Estados Unidos da América (EUA) persistem”, pondera o relatório divulgado pela autoridade monetária.

Os contratos de juros futuros reagiram à divulgação do relatório da inflação e abriram em queda nesta sessão. Às 9,13 (horário de Brasília), os papéis com vencimento em janeiro de 2017 caíam para 13,79%, enquanto os DIs para janeiro de 2020 recuavam para 11,50%.


Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.