Sem inflação, crescem as chances de elevação da Selic em 2010, avalia LCA

Equipe destaca que números da inflação devem ser observados; para os EUA, porém, ciclo de aperto monetário deve demorar

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SÃO PAULO – Na tentativa de combater os efeitos negativos da crise financeira internacional, diversos países ao redor do globo cortaram seus juros na intenção de estimular as economias. No Brasil, o ciclo de cortes da Selic levou a taxa básica de juro ao seu menor patamar histórico, 8,75% ao ano.

Com o consenso dos analistas de que o mundo já inicia uma recuperação, a análise agora se pauta em até quando os governos deverão manter os juros em patamares baixos. Na visão da LCA, as chances de uma elevação da Selic em 2010 estão crescendo.

De acordo com relatório, vários indicadores e documentos oficiais que serão conhecidos nas próximas semanas poderão influenciar a formação de expectativas para a evolução da política monetária doméstica, a despeito das perspectivas de crescimento econômico próximo a 5% em 2010.

“Parecem crescer as chances de que o Banco Central promova um ajuste para cima
na Selic antes do que estamos estimando – sobretudo porque vem aumentando a probabilidade de que os juros subam mais rápido do que antevemos nas principais economias mundiais”, afirmou a LCA.

Inflação

De acordo com a equipe da consultoria, os resultados da inflação doméstica deverão começar a ser acompanhados com maior atenção, uma vez que a LCA prevê a aceleração dos índices de preços no último quarto do ano.

“A LCA também não espera para logo uma elevação de juros no Brasil. (…) No entanto, é forçoso reconhecer que esse quadro de crescimento sem inflação tenderá a ser testado em algum momento, provavelmente em 2011”, avaliou.

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Estados Unidos

Se para a cena interna as projeções apontam para uma elevação dos juros, na cena norte-americana o ciclo de aperto monetário “não deve começar tão cedo”. Para a LCA, “pelo fato de ter impacto disseminado sobre os diversos mercados mundiais e por influenciar as decisões de política monetária em diversas economias, o timing e a velocidade da elevação de juros por parte do Federal Reserve são de grande importância”, concluiu.