Petróleo tem terceira alta consecutiva com queda de estoques e projeção da AIE

Agência revisa estimativas e antevê maior demanda pela commodity; Opep decide manter atuais níveis de produção

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SÃO PAULO – As cotações de petróleo voltaram a fechar em alta nesta quinta-feira (10), refletindo a queda nos estoques norte-americanos do produto, a desvalorização do dólar frente às principais divisas internacionais e a revisão da projeção para a demanda pelo produto por parte da AIE (Agência Internacional de Energia).

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 69,86 neste pregão, leve alta de 0,04% em relação ao último fechamento.

Por sua vez, o contrato de maior liquidez no mercado de Nova York encerrou cotado a US$ 71,94 por barril, configurando alta de 1,18% frente ao fechamento anterior.

EIA

Em relatório divulgado durante o dia, a AIE aumentou em quase 500 mil barris por dia sua expectativa para o consumo de óleo bruto em todo mundo. Segundo a agência, o consumo esperado de petróleo em 2009 deve ser de aproximadamente 84,4 milhões de barris por dia.

Apesar de positiva, a estimativa ainda é 2,2% menor do que o montante registrado no ano passado.

A organização também disse esperar um aumento de 1,3 milhão de barris por dia no consumo para 2010, ou seja, crescimento de mais de 1,5% em comparação com a previsão de 2009.

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EUA

O humor dos investidores também foi elevado após o governo norte-americano reportar uma queda acima da esperada em seus estoques da commodity.

Entre as semanas terminadas em 28 de agosto e 4 de setembro, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA recuou em 5,9 milhões de barris, enquanto os analistas esperavam redução de 1,85 milhão de barris, conforme levantamento da agência Bloomberg.

Opep

Por fim, a notícia de que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) decidiu manter seus atuais níveis de produção também foi bem recebida pelo mercado, apesar da decisão já ter sido antecipada pelos investidores.

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Segundo o discurso do secretário geral do cartel, Abdalla El-Badri, os países membros também insistiram para que a obediência às cotas fosse maior, para que os efeitos da redução da produção sobre as cotações seja mais efetivo.