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SÃO PAULO – Em tempos difíceis, muitas empresas optam por reestruturar a administração, as gerências e diretorias. Nesta crise, não foi diferente, mas, ao que parece, as ações deram certo. Um estudo realizado ao final do primeiro semestre deste ano pela Ernst&Young com executivos da área financeira das principais empresas nacionais indicaram otimismo do empresariado.
De acordo com a pesquisa, 56% afirmaram que as condições da economia local devem melhorar no curto prazo, entre seis e 12 meses, período inferior ao esperado para a retomada da economia europeia.
Do ponto de vista dos entrevistados, os setores mais afetados pela crise foram o automobilístico (18%) e de construção e imobiliário (13%). Além disso, os resultados mostraram que a expectativa dos empresários com relação à crise vem se confirmando, já que 44% disseram que esperavam uma leve retração, seguida de lenta recuperação, o que, para o estudo, trata-se de uma visão otimista.
Gestão empresarial
A crise foi positiva para algumas empresas, porque forçou mudanças no que se refere ao fluxo de caixa e à eficiência operacional, apontados como fatores relevantes para 70% e 60% dos respondentes, nesta ordem. Foi ainda constatada redução significativa na reestruturação, visando à abertura de capital, para cerca de 90% dos entrevistados.
Nada menos de 40% das empresas ouvidas afirmaram já ter adotado uma resposta estratégica para a crise. Entre as mudanças esperadas para os próximos meses, em função das condições de mercado, as empresas brasileiras apostam que crescerão de importância atenção dispensada ao capital de giro (78%), à otimização de receitas (70%) e à redução de custos (85%).
Por outro lado, deverá diminuir a importância da diversificação do portfólio de produtos e mercados para cerca de 40% dos entrevistados.
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Quanto aos assuntos que serão prioridade às empresas a partir de agora, em um período que promete ser mais estável, 70% apontaram a eficiência energética. Há também uma nítida preocupação com a gestão de risco ambiental, prioridade para pouco mais da metade dos empresários.
Resultados
De acordo com 36% dos respondentes, já houve uma melhora significativa nas oportunidades de geração de novos negócios desde o ano passado, característica apontada como o principal aspecto positivo no período de recuperação.
Entre outros pontos de melhora ressaltados, estão a habilidade para executar estratégias e a gestão de despesas administrativas, marketing e operacionais.