Publicidade
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) adiou para outubro a decisão sobre a importação de milho transgênico dos Estados Unidos. O pedido foi feito pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) como medida para solucionar o cenário de baixa oferta do grão no mercado interno.

Porém, em reunião realizada na quinta-feira (01), em Brasília, representantes do Ministério do Meio Ambiente e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), ambos integrantes da CTNBio, quiseram mais tempo para avaliar o pedido e o parecer final sobre autorização da importação foi prorrogado para a próxima reunião do grupo, que será em outubro.
Segundo o presidente da ABPA, Francisco Turra, a decisão retarda uma importante solução para o setor de proteína animal, deixando os consumidores à mercê de preços cada vez mais elevados, piorando a situação das empresas que continuarão a reduzir gradativamente a produção, impactando na manutenção de empregos do setor e na oferta de alimentos para o País.
A CTNBio é uma comissão integrante do Ministério da Ciência e Tecnologia criada para assessorar o Governo Federal em questões relacionadas à biossegurança e organismos geneticamente modificados. Por isso, apesar da aprovação do Ministério da Agricultura ao pedido de importação, a entrada de novas variedades transgênicas de milho no Brasil precisa do parecer técnico e da aprovação deste colegiado.