Petróleo fecha em queda, refletindo apreensão com impasse entre EUA e China

Guerra comercial entre dois maiores consumidores mundiais da commodity e a alta do dólar pressionam as cotações

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SÃO PAULO – As cotações de petróleo fecharam a segunda sessão consecutiva de queda nesta segunda-feira (14) sofrendo pressão do pessimismo dos investidores acerca das perspectivas para a economia norte-americana.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 67,44 neste pregão, com queda de 0,36% em relação ao último fechamento.

O contrato com vencimento em outubro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou a US$ 68,86 por barril, baixa de 0,62% frente ao fechamento anterior.

EUA X China

Com a agenda econômica mais vazia, os investidores voltaram os olhos para a batalha comercial travada nos últimos quatro dias entre a China e os Estados Unidos, os dois maiores consumidores de petróleo do planeta. Na última sexta-feira, o governo norte-americano adotou uma taxação adicional sobre a importação de pneus chineses, o que não foi bem recebido pelo país asiático.

Em resposta à ação norte-americana, o governo chinês anunciou no domingo a abertura de investigações comerciais que poderão levar a barreiras contra as indústrias norte-americanas de automóveis e frango, além de ter recorrido à OMC (Organização Mundial do Comércio) contra a decisão dos Estados Unidos.

Dólar

Com os possíveis desdobramentos da situação preocupando os investidores, o dólar reaparece como porto seguro, operando com alta frente às principais divisas internacionais, o que, por sua vez, acaba por aumentar a pressão sobre os preços do produto.

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Vale lembrar que as cotações de óleo bruto tendem a sofrer maior pressão de queda com a valorização da moeda norte-americana, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços do óleo bruto são expressos em dólares, quanto pela movimentação dos investidores, que procuram aplicações mais rentáveis.