Disputa entre EUA e China é novo fator de instabilidade para a semana

Lamento por Lehman Brothers e fragilidade do dólar também são destaques nas projeções de analistas para próximas sessões

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SÃO PAULO – Com o horizonte ainda carregado de incertezas, analistas destacam a necessidade de novos dados que confirmem a superação da crise global. Ademais, há o peso da disputa comercial entre EUA e China.

Se nas últimas semanas houve notícias econômicas favoráveis, muitos no mercado ainda apontam com desconfiança para estes sinais. “Em linhas gerais, os mercados financeiros iniciam a semana (…) à espera de novos dados que reafirmem a superação da crise”, afirmou Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora.

Também uma comemoração fúnebre é destaque nesta semana, com o aniversário de um ano da quebra do banco de investimentos Lehman Brothers, o que relembra aos investidores as pesadas injeções de recursos públicos para o restabelecimento do sistema financeiro.

Limite e novidade

Embora reforcem os bons números da economia brasileira e do cenário externo, os analistas da Gradual Investimentos continuam a destacar que o potencial de valorização do Ibovespa é limitado no curto prazo. A agenda econômica desta semana também aparenta ser mais branda, o que pode mitigar a volatilidade.

Entretanto, um novo fator externo negativo pode pesar sobre as projeções de cenário dos investidores – o risco do protecionismo comercial. Especialmente em função das tensões envolvendo EUA e China, que voltaram às manchetes nesta semana.

“Neste momento em que os mercados estão posicionados para a retomada, uma eventual guerra comercial entre estes dois gigantes pode abalar a confiança dos investidores”, disse Miriam Tavares.

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Câmbio: dólar fragilizado

Caminhando em direção ao mercado de câmbio, os analistas apontam para a possível perda de valor da moeda norte-americana. “Na medida em que se intensificam os questionamentos em relação ao papel do dólar (…), qualquer evento circunstancial tende a desencadear importante depreciação”, afirmaram os analistas Maurício Molan e Juan Perez Campanero.