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SÃO PAULO – Na data que marca o infeliz aniversário da quebra do Lehman Brothers, os mercados globais são submetidos a diversas referências entre indicadores e noticiário corporativo, operando sem tendência definida nesta terça-feira (15).
Logo cedo, os investidores surpreenderam-se positivamente com a maior confiança do investidor alemão, enquanto aguardam pela divulgação de indicadores referentes a preços ao produtor e das vendas no varejo nos EUA. No Brasil, também ganham destaque os números do comércio varejista.
No cenário corporativo, os olhares internacionais atentam para a possível decisão do governo dos EUA em vender sua participação do Citigroup, ao passo em que o mercado doméstico é dominado pelo anúncio de aquisição da Seara pela Marfrig.
Contudo, o cenário de instabilidade é ressaltado pela corretora SLW. “Apesar dos mercados seguirem voláteis, uma realização mais representativa não está ocorrendo nas principais bolsas de valores”, afirmou sua equipe em relatório.
Noticiário corporativo
Em nota enviada ao mercado, a Marfrig revelou que adquire a Seara por US$ 900 milhões – US$ 706,2 milhões em dinheiro e dívidas de US$ 193,8 milhões. A empresa adquirida é atualmente controlada pela Cargill.
Já o Citi negociaria com o Tesouro dos EUA a melhor forma para a venda das quase 7,7 bilhões de ações ordinárias detidas pelo Estado, segundo a agência Bloomberg. A operação poderia ter início no próximo mês de outubro.
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Por sua vez, a Kraft Foods volta ao noticiário nesta sessão, com informações publicadas pelo jornal New York Post afirmando que pretende realizar uma oferta de ações para financiar a compra da britânica Cadbury. Recentemente, sua proposta de aquisição foi negada.
Perspectivas
Os mercados futuros norte-americanos operam com instabilidade nesta sessão, momentaneamente registrando desempenho negativo, ao passo em que as principais bolsas no continente europeu operam sem tendência definida, trazendo incertezas para a abertura dos negócios em ambiente doméstico.
No último pregão, o Ibovespa registrou alta de 0,86%, atingindo 58.867 pontos. De acordo com a Ágora Corretora, ainda que ilíquida, a bolsa brasileira ainda deve se beneficiar do cenário de aversão a risco global em queda, além da percepção de que novos fluxos externos devem ser observados em função da atratividade das ações, cujo potencial de ganhos permanece atrativo em uma visão de médio e longo prazos.