HSBC eleva preço-alvo e recomendação dos papéis da Copel

Banco vê potencial de diminuição no risco político, mas revisões de parâmetros regulatórios pela Anaeel podem ser negativas

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SÃO PAULO – O HSBC elevou seu preço-alvo para as ações da Copel (CPLE6) de R$ 26,50 para R$ 36,00 por ativo. A classificação do banco também foi alterada, de neutra para overweight, “devido ao potencial de diminuição no risco político e maior fluxo de caixa na geração”.

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (17), o HSBC revelou que espera por uma expansão de múltiplos da companhia, considerando o menor custo de capital, aliado a um fluxo de caixa mais qualitativo, que devem eliminar parte do desconto histórico com o qual os múltiplos da Copel são negociados frente ao de seus pares.

Segundo os analistas, o preço-alvo em doze meses foi alterado com base no fluxo de caixa descontado para os acionistas, a uma taxa de desconto estimada de 13,8% para o fluxo de caixa em 2010 e 12,8% a partir de 2011.

Riscos

O HSBC destacou que a maior parte dos riscos que pesam sobre a tese de investimento da Copel deriva da orientação política do atual controlador, o governo do estado do Paraná, representado pelo governador Roberto Requião (PMDB). “O mercado aparentemente espera que o término de seu mandato, no final de 2010, abra caminho para uma administração mais amigável ao mercado”, avaliou o banco.

Ainda segundo os analistas, outro risco fica por conta da revisão, que será efetuada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), dos parâmetros que determinam a remuneração das concessionárias de distribuição no próximo processo de revisão tarifária, a ser iniciado em 2011. “As revisões podem surpreender negativamente”.

Além disso, o HSBC acredita que a companhia pode ser prejudicada por preços menores de energia elétrica no mercado livre após 2012 e que provavelmente será concedido à Copel um reajuste de tarifas de 6% em junho de 2010.

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Preços

“A capacidade de geração da Copel está integralmente contratada tanto no mercado livre como no regulado, até 2012. (…) Nossas projeções para os preços da energia elétrica têm como base a premissa de R$110/MWh a partir de 2013 no mercado livre”, declarou o banco.

Os analistas disseram, porém, que o balanço de energia leva em consideração que a usina hidrelétrica Mauá deverá estar totalmente em operação em meados de 2011, o que pode representar um atraso de seis meses para a programação inicial. “Consideramos que a Copel terá de comprar energia para cobrir o atraso ao mesmo preço médio de seus contratos de venda (R$126/MWh)”, concluiu o HSBC.