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SÃO PAULO – Apoiada no perfil defensivo da companhia, no resultado do segundo trimestre e no fato de seus papéis estarem sendo negociados com desconto, a SLW elevou sua recomendação às ações da Transmissão Paulista (TRPL3, TRPL4) de manutenção para compra.
O preço-alvo também foi revisado para cima. Os ativos preferenciais passaram para R$ 66,93 – upside de 34% frente a cotação de fechamento desta quinta-feira (17) -, ao passo que a cotação projetada para os papéis ordinários está em R$ 63,56 – potencial de valorização de 22%. No entanto, para as ações que dão direito a voto, está incorporado o risco de liquidez.
Durante o segundo quarto do ano, a companhia reportou boa performance operacional, devido ao crescimento de 14,9% em sua receita líquida em comparação ao mesmo período do ano passado. O lucro da distribuidora de energia totalizou R$ 219,7 milhões, número 17,7% maior que o apresentado em 2008.
Segundo a equipe de análise da corretora, essa evolução na receita de uso de rede elétrica é reflexo do reajuste anual de suas tarifas e do início das operações da controlada IEMG (Interligação Elétrica de Minas Gerais), projeto que deve adicionar R$ 7 milhões em cada receita anual ao longo dos próximos trinta anos.
Aliado a isso, o desenvolvimento da gestão de redução de diversos custos operacionais foi fundamental para a expansão do Ebitda (geração operacional de caixa) na passagem anual, dizem os especialistas. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização totaliza R$ 352,9 milhões no segundo quarto do ano.
Múltiplos atraentes
Além do balanço trimestral ter vindo positivo, os especialistas destacam a qualidade do capital da empresa, afirmando que o grau de dívida líquida sobre o Ebitda se apresenta menor do que a média das outras empresas elétricas negociadas no mercado brasileiro.
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Esse baixo nível de endividamento é um ponto positivo para a Transmissão Paulista, já que ela conta com uma demanda inelástica, o que torna o seu fluxo de caixa mais previsível. Ainda em cima dessa questão, os avaliadores afirmam que a dívida nesse patamar dá fôlego a novos investimentos, sem comprometer a rentabilidade.
Posição de destaque influencia
Contribuindo para o otimismo em torno da empresa, a SLW destaca o seu perfil fortemente defensivo, uma vez que é a principal concessionária privada do setor no País, com forte atuação na região sudeste – que responde por 30% do PIB (Produto Interno Bruto).
A corretora também destaca a posição de destaque que seus papéis têm no mercado. “Podemos considerar que ela é a única empresa de transmissão de energia elétrica de capital aberto com ações negociadas em bolsa, já que sua única concorrente no mercado, a italiana Terna, acabou de ser vendida para a Cemig”, afirmam os analistas.