Exportações do agronegócio podem atingir volume recorde em 2016

Faturamento cresceu 4% no primeiro semestre, para US$ 45 bilhões, segundo cálculos da Cepea

Datagro

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Com exportações crescentes a cada mês, o agronegócio pode enviar volume recorde de mercadorias ao exterior em 2016, segundo cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). No primeiro semestre do ano, o volume embarcado cresceu 25% em relação à igual período de 2015. O faturamento chegou a US$ 45 bilhões, aumento de 4% no mesmo intervalo.

De acordo com o Cepea, o bom desempenho nas vendas foi impulsionado pela elevação nos embarques de milho e etanol, que cresceram 131,1% e 100,9%, respectivamente. O aumento no volume exportado também foi observado na carne suína (55,78%), algodão em pluma (42,9%), açúcar (21,17%), soja em grão (19,6%), madeira (18,54%), carne bovina (16,82%), farelo de soja (15,11%), suco de laranja (14,35%), carne de aves (13,79%), celulose (5,06%) e óleo de soja (1,96%). Apenas café e frutas apresentaram queda nos embarques, de 8,99% e 6,67%, nessa ordem.

O bom desempenho do setor é observado mesmo com a queda dos preços em dólar e com a valorização do Real frente às moedas dos principais parceiros comerciais do Brasil. A atratividade das exportações brasileiras do agronegócio (IAT-Agro/Cepea), preços em reais, caiu quase 12% no comparativo dos semestres.

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O câmbio real do agronegócio (IC-Agro/Cepea, calculado com base numa cesta de 10 moedas) teve alta de 0,4% na comparação da média do primeiro semestre de 2016 com a dos seis primeiros meses do ano passado, enquanto os preços em dólares (IPE-Agro/Cepea) caíram pouco mais de 12%. Dos produtos analisados pelo Cepea, o grupo de frutas foi o único que não apresentou redução nas cotações em dólares. 

O Cepea, avalia, ainda, o ambiente econômico interno mais favorável à retomada da confiança deve manter o Real valorizado, limitando a atratividade das exportações brasileiras. No segundo semestre, as atenções se voltam ao desenvolvimento das safras nos Estados Unidos e aos possíveis impactos do clima sobre a oferta dos produtos agrícolas.