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SÃO PAULO – “No curto prazo, devemos manter nossos programas de estímulos, a fim de fornecer suporte à atividade econômica, até que a recuperação claramente esteja presente”.
A afirmação está inserida em rascunho obtido pela agência Reuters da resolução final a ser emitida pelo G20 no final do encontro de Pittsburgh, no qual líderes concordaram em perseguir objetivos consoantes entre os países.
“Também precisamos desenvolver um processo transparente e claro para a retirada de nossos extraordinários suportes fiscal, monetário e do setor financeiro; a serem extraídos quando a recuperação for certa”, completa a nota.
Unidos
De acordo com o comunicado, a política só será bem sucedida se todos os membros se ajudarem mutuamente. Os presidentes dos bancos centrais e ministros das Finanças de todo o mundo desenvolverão uma política consoante no encontro de novembro próximo, bem como avaliarão os frutos desta reunião.
Nesse sentido, o G20 realizará as seguintes medidas: implementação de políticas fiscais responsáveis, fortalecimento da supervisão sobre o setor financeiro, promoção de contas de transações correntes mais balanceadas e maior suporte ao comércio internacional e ao investimento, com rejeição do protecionismo.
Cerco aperta
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“Um retorno do risco excessivo, predominante em alguns países antes da crise, não é uma opção”, diz a nota, citando ainda que, a despeito do progresso na vigilância e no gerenciamento de risco do setor financeiro, é preciso muito mais para evitar uma crise como a vigente, tais como requisitos de capital, restrições na alavancagem e reforma dos pagamentos aos executivos.
“Comprometemo-nos a desenvolver regras internacionais até o final de 2010, para melhorar a qualidade e a quantidade do capital dos bancos e para desencorajar alavancagem excessiva. Essas regras serão feitas assim que ocorrer uma melhora nas condições do setor financeiro, com previsão de concretizá-las no final de 2012”, completa a nota.
Mais forte
À procura de um expoente para representá-lo, o G20 se compromete a fortalecer o FMI (Fundo Monetário Internacional), melhorando a efetividade, a legitimidade e a credibilidade do órgão.