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SÃO PAULO – A recomendação para as ações da AmBev (AMBV4) foi rebaixada de “acima da média do mercado” para “em linha com o mercado” pelos analistas do Morgan Stanley. Por outro lado, o banco elevou o preço-alvo para os papéis da companhia de US$ 75 para US$ 86 para 2010.
Segundo o Morgan Stanley, as pressões competitivas podem aumentar. A AmBev, contudo, apresentou um bom desempenho e ganhou 200 pontos-base de market share no acumulado do ano, impulsionada pela “inovação e pelo cenário racional de precificação”.
O banco enfatiza que continua simpatizando com o case de investimento da AmBev, diante de sua agressiva administração e do forte fluxo de caixa. Além disso, os especialistas afirmam que a companhia está se focando mais em inovação, o que pode contribuir para o crescimento de volume e aumento nos preços.
Fatores que contribuem para os ganhos
A Quinsa é responsável por 16% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da AmBev, dos quais 55% provém da Argentina. A companhia também favoreceu o crescimento deste lucro nos últimos três anos.
Assim, os analistas ressaltam que um peso argentino mais fraco pode “ferir o crescimento dos ganhos no médio prazo, enquanto as condições do mercado estão se tornando, na margem, um pouco mais desafiadoras, depois de um forte primeiro semestre de 2009”.
Apesar disso, o Morgan Stanley tem “confiança que a equipe administrativa da Quinsa está tomando as medidas corretas, apesar destas pressões”.
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Por sua vez, os preços do alumínio devem ficar estáveis no próximo ano, na comparação com os níveis atuais. Já o avanço dos preços de açúcar pode ser “catalisador para melhores precificações na indústria, alguma pressão de matéria-prima pode afetar os ganhos”, avaliam os especialistas.