Publicidade
SÃO PAULO – À espera dos indicadores econômicos nos Estados Unidos e atentos aos preços de commodities, os principais mercados internacionais operam no campo negativo nesta terça-feira (29).
Na Europa, os investidores são influenciados positivamente pelo crescimento da confiança do consumidor na zona do euro, ao passo em que a deflação no Japão volta a trazer preocupações sobre o processo de recuperação econômica. Espera-se ainda por dados sobre os preços de casas e confiança do consumidor nos EUA
Apreensões em relação ao cenário econômico futuro também pressionam as cotações das principais commodities, fato que pode repercutir no mercado doméstico. Também no plano corporativo a sessão é movimentada, com destaque para a oferta de ações anunciada pelo BNP Paribas no montante de US$ 6,3 bilhões.
Sobre a forte alta da véspera, analistas da corretora Spinelli afirmaram que, “considerando a ligeira realização de lucros da semana anterior, parte dos investidores optou por aproveitar a oportunidade de retornar ao mercado a preços mais atrativos”.
Noticiário corporativo
O fundo soberano chinês CIC (China Investment Corporation) poderá investir cerca de US$ 2 bilhões em três fundos de investimentos norte-americanos, sendo um deles operado pelo Goldman Sachs.
No entanto, o grande destaque fica por conta da oferta de ações de US$ 6,3 bilhões anunciada pelo BNP Paribas, que busca angariar recursos para pagar os empréstimos emergenciais obtidos junto ao governo da França no ápice da crise.
Continua depois da publicidade
Internamente, o mercado corporativo é movimentado pelo grupo de mídia Nasper’s, que realizou a aquisição do BuscaPé por US$ 342 milhões.
Perspectivas
Os mercados futuros nos Estados Unidos operam em queda nesta sessão, antes da divulgação do índice de preços Case-Shiller do setor imobiliário, acompanhados no campo negativo pelas principais bolsas na Europa, o que traz apreensões acerca da abertura dos negócios no Brasil.
No último pregão, o Ibovespa registrou alta de 1,59%, atingindo 61.316 pontos. Na avaliação de analistas da BB Investimentos, “no curto prazo, a entrada de capital e o comportamento do Dow Jones são condicionantes” para o desempenho do mercado doméstico.