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SÃO PAULO – As perspectivas para o setor brasileiro de energia são positivas e de acordo com o coordenador do Gesel (Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade do Rio de Janeiro), professor Nivalde José de Castro, a crise internacional não deve prejudicar o desenvolvimento da bioeletricidade no Brasil.
O estudo do Gesel foi divulgado nesta terça-feira (29) no Sexto Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico. A terceira sondagem sobre Tendências do Setor Elétrico indica que de treze associações entrevistadas, dez acreditam que os impactos da crise serão brandos e nenhuma delas considera que o efeito será substancialmente negativo.
Ganhos superiores à inflação
Para os próximos quatro anos, a expectativa de oito companhias é de que o cenário macroeconômico impactará positivamente em seus faturamentos.
Assim, entre 2010 e 2013, nove das treze entidades pesquisadas avaliam que os ganhos terão crescimentos superiores aos da inflação. “Vão ter faturamento real, o que é um sinal de estabilidade e crescimento positivo para o setor elétrico”, pondera Castro.
Bioeletricidade
Cerca de doze associações dizem que a bioeletricidade é fundamental para o setor elétrico, com relação aos riscos hidrológicos e às melhorias da matriz. Apesar da produção de cana e açúcar ter sido afetada pela crise econômica, onze agentes avaliam que este fato não será negativo para o longo prazo do setor.