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SÃO PAULO – Os estoques de petróleo dos Estados Unidos subiram pela segunda semana consecutiva, alcançando o patamar dos 349,5 milhões de barris, conforme dados anunciados nesta quarta-feira (5) pelo Departamento de Energia do país. A divulgação do documento pressionou a cotação do barril em Nova York, que inverte o sinal e opera em queda.
Entre as semanas terminadas em 24 e 31 de julho, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA avançou em 1,7 milhão de barris. O desempenho surpreendeu o mercado, já que a média das estimativas dos analistas indicava avanço menor, de 600 mil barris, conforme levantamento da agência Bloomberg.
Por outro lado, os estoques de gasolina nos EUA recuaram em 200 mil barris na última semana. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 84,5% de sua capacidade operacional total, levemente abaixo do registrado na semana anterior, de 84,6%.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 31/7/2009 | Semana até 24/7/2009 | Variação |
| Óleo bruto | 349,5 | 347,8 | +1,7 |
| Gasolina | 212,9 | 213,1 | -0,2 |
| Derivados | 161,5 | 162,6 | -1,1 |
| Óleo para calefação | 46,1 | 46,4 | -0,3 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 31/7/2009 | Semana até 31/7/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 349,5 | 295,2 | +54,3 |
| Gasolina | 212,9 | 206,8 | +6,1 |
| Derivados | 161,5 | 130,6 | +30,9 |
| Óleo para calefação | 46,1 | 33,6 | +12,5 |
Preço do barril inverte sinal em NY
Alterando a trajetória de alta vista durante o grande parte da manhã, o contrato com vencimento em setembro de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 70,32 por barril, configurando uma baixa de 1,58% frente ao fechamento anterior.
Já a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 73,42 nesta quarta-feira, baixa de 0,76% em relação ao último fechamento.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE (Department of Energy), o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.