Publicidade
SÃO PAULO – O agronegócio tem um papel fundamental na economia brasileira, representando aproximadamente 20% do PIB e 40% das exportações. É um dos únicos setores que continua crescendo, apesar da crise econômica e financeira enfrentada pelo Brasil, e foi apontado pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra, como estratégico para o desenvolvimento do País. “Esse setor que tem dado sustentação ao balanço de pagamentos e impedido que soframos uma crise nesse segmento”, afirmou o chanceler durante o Global Agribusiness Fórum, realizado nesta segunda-feira (4), em São Paulo.
O ministro alertou sobre a importância de reduzir “o custo-Brasil” e melhorar a infraestrutura para que o setor seja ainda mais lucrativo e continue crescendo na medida em que se torna mais competitivo. “O custo-Brasil é da ordem de 30%. O sistema tributário continua onerando a exportação”, ressaltou. Ele ainda apontou a necessidade de melhorar o sistema de armazenamento e portuário, o que reduziria perdas e melhoraria o escoamento da produção agropecuária. “Precisamos melhorar a infraestrutura de transporte e comércio. A perda do setor de grãos é de 10% pós-colheita, valor muito alto se comparado a outros países”.
No mesmo sentido, o chanceler defendeu que o País precisa de pragmatismo para estimular o desenvolvimento das exportações, independentemente do tipo de produto. “Temos que exportar de aviões a soja”, defendeu. Para ele, não se pode ter preferência entre manufaturados e agrícolas, mas deve-se ter em mente a estratégia de sempre agregar valor ao que é exportado.
Novos parceiros comerciais
Serra ressaltou a importância de estabelecer novos parceiros comerciais e fortalecer relações já existentes. Uma das regiões estratégicas apontada por ele é a África subsaariana, que entre 2000 e 2010 cresceu a uma taxa equivalente ao dobro da média mundial e ao triplo da registrada na América do Sul no período. Outros países que o Brasil deve se aproximar é o Irã, com 80 milhões de habitantes e que volta ao mercado internacional do petróleo com a suspensão das sanções.
O ministro afirmou que irá criar uma área dentro do Itamaraty para trabalhar exclusivamente com as possibilidades oferecidas por parcerias com a economia chinesa. “Nossa ideia é fortalecer as relações com a China e a índia, pelo aumento da renda das pessoas mais pobres”, argumentou. Para ele, a parceria com o gigante asiático pode ser feita com o comércio e investimentos em infraestrutura”. Em coletiva de imprensa após o seminário, Serra mostrou preocupação em não relativizar o papel do Mercosul, embora tais acordos com a China se desenhem mais na forma bilateral. “Não há contradição em o Brasil negociar acesso com o Mercosul. Há espaço para todo mundo em escala mundial”, defendeu.
Continua depois da publicidade
Meio ambiente
Serra atribui o crescimento robusto e constante do agronegócio pela implementação da tecnologia, o que gera aumento da produtividade. Isso significa que o setor produz mais, com a intensificação do uso da terra e sem a necessidade de desmatar novas. Segundo ele, o Código Florestal é o mais avançado do mundo e permitiu a compatibilidade entre o agronegócio dinâmico e as questões ambientais, fortalecendo o pensamento preservacionista.
“Somos o produtor mundial agrícola que mais preserva sua cobertura vegetal nativa, com mais de 60%, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). Essa conquista não é devidamente reconhecida. Iremos fazer uso dos nossos instrumentos diplomáticos para promover o entendimento e sustentabilidade da nossa agricultura”, concluiu o ministro.
Continua depois da publicidade
O agronegócio tem um papel fundamental na economia brasileira, representando aproximadamente 20% do PIB e 40% das exportações. É um dos únicos setores que continua crescendo, apesar da crise econômica e financeira enfrentada pelo Brasil, e foi apontado pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra, como estratégico para o desenvolvimento do País. “Esse setor que tem dado sustentação ao balanço de pagamentos e impedido que soframos uma crise nesse segmento”, afirmou o chanceler durante o Global Agribusiness Fórum, realizado nesta segunda-feira (4), em São Paulo.
O ministro alertou sobre a importância de reduzir “o custo-Brasil” e melhorar a infraestrutura para que o setor seja ainda mais lucrativo e continue crescendo na medida em que se torna mais competitivo. “O custo-Brasil é da ordem de 30%. O sistema tributário continua onerando a exportação”, ressaltou. Ele ainda apontou a necessidade de melhorar o sistema de armazenamento e portuário, o que reduziria perdas e melhoraria o escoamento da produção agropecuária. “Precisamos melhorar a infraestrutura de transporte e comércio. A perda do setor de grãos é de 10% pós-colheita, valor muito alto se comparado a outros países”.
No mesmo sentido, o chanceler defendeu que o País precisa de pragmatismo para estimular o desenvolvimento das exportações, independentemente do tipo de produto. “Temos que exportar de aviões a soja”, defendeu. Para ele, não se pode ter preferência entre manufaturados e agrícolas, mas deve-se ter em mente a estratégia de sempre agregar valor ao que é exportado.
Novos parceiros comerciais
Serra ressaltou a importância de estabelecer novos parceiros comerciais e fortalecer relações já existentes. Uma das regiões estratégicas apontada por ele é a África subsaariana, que entre 2000 e 2010 cresceu a uma taxa equivalente ao dobro da média mundial e ao triplo da registrada na América do Sul no período. Outros países que o Brasil deve se aproximar é o Irá, com 80 milhões de habitantes e que volta ao mercado internacional do petróleo com a suspensão das sanções.
O ministro afirmou que irá criar uma área dentro do Itamaraty para trabalhar exclusivamente com as possibilidades oferecidas por parcerias com a economia chinesa. “Nossa ideia é fortalecer as relações com a China e a índia, pelo aumento da renda das pessoas mais pobres”, argumentou. Para ele, a parceria com o gigante asiático pode ser feita com o comércio e investimentos em infraestrutura”. Em coletiva de imprensa após o seminário, Serra mostrou preocupação em não relativizar o papel do Mercosul, embora tais acordos com a China se desenhem mais na forma bilateral. “Não há contradição em o Brasil negociar acesso com o Mercosul. Há espaço para todo mundo em escala mundial”, defendeu.
Meio ambiente
Serra atribui o crescimento robusto e constante do agronegócio pela implementação da tecnologia, o que gera aumento da produtividade. Isso significa que o setor produz mais, com a intensificação do uso da terra e sem a necessidade de desmatar novas. Segundo ele, o Código Florestal é o mais avançado do mundo e permitiu a compatibilidade entre o agronegócio dinâmico e as questões ambientais, fortalecendo o pensamento preservacionista.
“Somos o produtor mundial agrícola que mais preserva sua cobertura vegetal nativa, com mais de 60%, segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). Essa conquista não é devidamente reconhecida. Iremos fazer uso dos nossos instrumentos diplomáticos para promover o entendimento e sustentabilidade da nossa agricultura”, concluiu o ministro.