Dólar ainda pode bater os R$ 3,00 este ano, afirma estrategista-chefe da XP

No XP Connection, economista e estrategista-chefe destacam cenário para o câmbio - fundamentos não sustentam dólar tão baixo no longo prazo, mas divisa deve cair ainda mais este ano

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SÃO PAULO – O XP Connection desta semana trouxe a análise do economista Gustavo Cruz e do estrategista-chefe Celson Plácido, ambos da XP Investimentos, sobre o dólar.

A equipe explica a valorização recente do real e qual patamar é esperado para os próximos meses. Gustavo Cruz destaca que, apesar do Brexit, houve uma valorização do real em meio à expectativa de que os Bancos Centrais devem continuar com a política monetária expansionista (como Japão, próprio Banco da Inglaterra, além do BCE e postergação de alta de juros pelo Federal Reserve). Já no mercado interno, as primeiras sinalizações de Ilan Goldfajn no Banco Central ajudaram a manter o real em alta. 

Para Cruz, há pontos que reforçam a análise de que o dólar não seguirá em patamares tão baixos como os atuais (de cerca de R$ 3,30), como a questão fiscal ainda complicada, além de resistências para implementação de reformas estruturais. Já nos EUA, ele destaca que o país está apresentando indicadores fortes, o que pode indicar juros em alta mais para frente, além de preocupações com desaceleração na China. Outro fator são as eleições norte-americanas. 

Para o curto prazo, entre dois e três meses, Plácido ressalta que o cenário ainda é de queda, pela entrada de capital estrangeiro no Brasil, juros reais pelo mundo negativos, além do cenário interno mais positivo. Para ele, dólar pode bater R$ 3,00 esse ano. Já para Cruz, há alguns motivos para crer que o dólar vai continuar neste patamar mais baixo por enquanto, mas o longo prazo, os fundamentos não indicam que o real seguirá tão valorizado. 

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.