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(Bloomberg) — Há sinais de que o Banco Central poderá ancorar as expectativas de inflação da mesma forma que fez o BC da Índia, sob o comando de Raghuram Rajan, ao resistir às pressões para cortar juros até que a política fiscal tenha se estabelecido, diz o HSBC, em relatório assinado por Alejandro Martinez-Cruz, André de Silva e Himanshu Malik.
- Governo interino está conseguindo apoio do Congresso para reforma fiscal
- Perspectiva para a inflação também melhorou e alívio monetário deve ocorrer quando a credibilidade fiscal estiver estabelecida
- “Embora o Brasil já registre desempenho melhor do que os emergentes neste ano, acreditamos que exista amplo espaço para as taxas nominal e real caírem ainda mais”
- HSBC também avalia que o prêmio de risco da inflação poderá se comprimir e o alívio monetário poderá ir bem além do que está precificado
- HSBC estima que o BC cortará a Selic para 10% até o final de 2017, ante 11,5% precificado na curva do DI
- “O cenário global é bom. Liquidez adicional e e estímulos mais amplos darão suporte para o mercado de juros no Brasil, já que o yield real negativo nos EUA encoraja os investidores a buscar retornos positivos ajustados pela inflação”
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