Ressaca das commodities: Petrobras, Vale e siderúrgicas afundam até 8%; Gol dispara 12%

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira

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12h59: Petrobras (PETR3, R$ 11,66, -3,24%; PETR4, R$ 9,10, -3,09%)
As ações da Petrobras caem após subirem 17% nos últimos 6 pregões e queda do petróleo no exterior. O contrato do Brent registrava alta de 1,43%, a US$ 51,76 o barril, neste momento. 

No radar da empresa, a colunista Sonia Racy, do jornal O Estado de S. Paulo, disse hoje que o novo CEO da Petrobras, Pedro Parente, confirmou que a companhia está, por meio de seus advogados nos EUA, buscando “o melhor acordo para a empresa” no âmbito da Justiça do país – onde foi parar por causa da Lava Jato. Porém, descartou qualquer número preliminar, como a multa que vem sendo alardeada, de US$ 7 bilhões. “É especulação”, teria afirmado. 

Além da multa nos EUA, outra questão que preocupa é a forte dívida da Petrobras, que afeta também os bancos públicos. Segundo o jornal Valor Econômico, os bancos federais têm R$ 92 bilhões a receber da companhia, sendo o caso mais emblemático o do BNDES, que teria R$ 55 bilhões a receber. Isso equivale a mais de 50% do patrimônio de referência do banco, o dobro do limite prudencial que o Banco Central (BC) aplica como regra geral para a relação de bancos com clientes. 

O BB tem créditos de R$ 25,1 bilhões contra a Petrobras, o que representa 20% de seu patrimônio de referência, conforme dados de março. Na Caixa, a exposição equivale a 15% ou a R$ 11,5 bilhões – declarada a maior concentração de risco.

12h57: Vale (VALE3, R$ 15,66, -7,88%; VALE5, R$ 12,52, -4,79%)
Seguindo o movimento do mercado, as ações da Vale corrigem o rali de 6 pregões, em meio à queda das commodities hoje. No radar, a Vale e a Bradespar (BRAP4, R$ 7,85, -4,73%) – holding que detém participação na mineradora – tiveram a cobertura iniciada pelo Goldman Sachs com recomendação neutra.  

As ações das siderúrgicas também recuam nesta sessão, após disparada nos últimos dias. Aparecem entre as maiores quedas do Ibovespa os papéis da Usiminas (USIM5, R$ 1,99, -5,24%), CSN (CSNA3, R$ 7,46, -8,35%), Gerdau (GGBR4, R$ 6,18, -4,92%) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4, R$ 2,18, -6,03%). 

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12h56: Gol (GOLL4, R$ 2,70, +5,88%)
As ações da Gol chegaram a disparar até 12,16% nesta sessão, a R$ 2,86, após comissão aprovar aumento de participação de estrangeiros em aéreas nacionais. Além disso, a companhia anunciou hoje que estendeu para 15 de junho data de encerramento de sua oferta de troca privada. Em 8 de junho, prazo anteriormente estipulado, titulares elegíveis tinham ofertado para troca de notes antigas com valor principal total de R$ 457,2 milhões. Em 3 de maio, a Gol anunciou oferta de troca de US$ 780 milhões em títulos denominados em dólar por novas notas com vencimentos em 2018, 2022 e 2028.  

Ontem, a comissão mista do Congresso aprovou uma medida provisória que aumenta para até 49% a participação de empresas estrangeiras em capital de companhias aéreas nacionais. Pela regra atual, esse limite é de 20%. Apesar do aumento, a decisão contraria o que defende a atual cúpula do governo Temer, que pleiteava a liberação integral para negócios com empresas de fora. 

Na terça-feira, o deputado Zé Geraldo (PT-PA), relator da Medida Provisória 714, chegou a anunciar que a MP abriria a participação de 100% para empresas de outros países. Ontem, no entanto, ele apresentou uma “errata”, mantendo a proposta de 49% que era defendida pela presidente afastada Dilma Rousseff. Segundo Zé Geraldo, houve “um erro” de sua assessoria técnica ao incluir a emenda de 100% na medida.

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10h46: Eletrobras (ELET3, R$ 9,09, +0,33%; ELET6, R$ 13,90, +0,36%)
A Eletrobras disse, por meio de comunicado enviado ao mercado, que o TCU (Tribunal de Contas da União) está auditando a Norte Energia, mas que não tem acesso ao resultado, já que o processo está em fase de instrução e sob sigilo. Ontem, o jornal O Globo disse que o TCU apura se houve conluio entre consórcios no leilão de Belo Monte. A reportagem disse também que TCU apontou em março que construção hidrelétrica de Tumarim, na Nicarágua era projeto desvantajoso e potencialmente lesivo para Eletrobras, determinando suspensão dos repasses para a obra.  

10h40: PDG Realty (PDGR3, R$ 2,77, -0,36%)
A PDG Realty informou nesta manhã que formalizou possível acordo de reestruturação de suas dívidas com Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal e Itaú Unibanco. Segundo a companhia, o Financiamento Vinci foi negociado com a participação dos bancos e, observadas as condições contratuais, será efetivado por intermédio de duas emissões de debêntures simples, cada qual dividida em duas séries, em um total de até R$ 100 milhões, distribuídas de forma privada. 

A primeira das emissões de debêntures, no valor de até R$ 50 milhões, foi aprovada pelo conselho de administração da companhia em 8 de junho. Já a segunda emissão, no mesmo valor, ainda será submetida à aprovação do conselho.

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10h31: Cosan (CSAN3, R$ 34,00, -1,05%)
A Cosan busca captação com taxa de referência inicial ao redor de 7,5%, disse uma fonte que pediu anonimato à Bloomberg. Segundo ela, a precificação dos títulos pode ocorrer hoje. Devem coordenar a oferta os bancos Bank of America Merrill Lynch, Bradesco, Citi, HSBC, Itaú e Santander.

10h22: BB Seguridade (BBSE3, R$ 27,39, +0,44%) 
O Itaú BBA elevou a recomendação da BB Seguridade de market perform para outperform, com o preço-alvo sendo elevado de R$ 33,00 para R$ 34,00. A recomendação foi elevada principalmente devido ao valuation descontado, mesmo após o ajuste por conta do menor crescimento do lucro e ao desempenho abaixo da média levando em conta o Ibovespa desde que a ação da companhia teve sua recomendação reduzida pela mesma instituição, em março de 2016. “Os múltiplos da BB Seguridade não parecem mais tão caros”, afirmam os analistas. Eles esperam ainda que o lucro líquido mostre algum crescimento tenha algum crescimento em 2017, mesmo com os menores resultados financeiros.