Fundos do BB e da Caixa correspondem a 98% do total alocado em ações e debêntures da Oi

Segundo a Economatica, são 163 fundos na indústria com posição em algum dos ativos da Oi

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SÃO PAULO – O pedido de recuperação judicial da Oi (OIBR4) pode até não ter um impacto inicial para os clientes da operadora, mas no mercado financeiro e notícia cai como uma bomba. Um estudo feito pela Economatica mostra que há um total de R$ 521,6 milhões alocados em ativos da companhia, sendo que R$ 519,1 milhões estão em carteiras abertas do mês de maio de 2016.

O impacto, porém, está quase todo centralizado em duas gestoras, a BB DTVM, que possui R$ 403,9 milhões, sendo que R$ 400,7 milhões estão em debêntures. Enquanto isso, a Caixa tem R$ 106,2 milhões, sendo praticamente a totalidade alocada em debêntures. Somadas, as duas gestoras correspondem a 97,8% do total alocado na Oi.

Segundo a Economatica, são 163 fundos na indústria com posição em algum dos ativos da Oi. A debênture com vencimento em 28 de março de 2019 é o instrumento com maior alocação, com R$ 276,7 milhões, seguido pela debênture com vencimento em 28 de dezembro de 2018, com 230,1 milhões.

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Já no mercado de renda variável, o volume alocado em ações ordinárias da Oi é de R$ 11,3 milhões, de acordo com o estudo. Há ainda R$ 10,1 milhões em ações short, sendo a ação ordinária com maior valor shorteado, com R$ 6,62 milhões. O posição net alocada em ações da Oi (ON+PN) é de R$ 6,3 milhões.

O estudo foi elaborado com base nas carteiras disponibilizadas pelas gestoras de fundos na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e consideram a última carteira aberta de cada fundo. A CVM permite que uma carteira esteja com posições fechadas por até 3 meses.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.