Após cinco quedas consecutivas, dólar comercial fecha em alta de 1,66%

Decisões dos bancos centrais europeus e indicadores dos EUA foram analisados; por aqui, Bacen volta a intervir no câmbio

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SÃO PAULO – Após cinco sessões consecutivas em queda, o dólar comercial deu sinais de recuperação nesta quinta-feira (6), ao fechar com forte valorização de 1,66%, sendo cotado a R$ 1,841 na venda. Os mercados como um todo foram afetados por um movimento de ajuste de posições e aumento do grau de aversão ao risco, depois do otimismo recente.

Decisões dos bancos centrais europeus e números do mercado de trabalho norte-americano foram analisados. Por aqui, destaque para a nova intervenção do Bacen. O Banco Central brasileiro voltou a intervir no câmbio nacional, ao realizar a compra de dólares através de um leilão no mercado à vista. Segundo dados do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais), a operação ocorreu entre às 12h17 e às 12h27 (horário de Brasília), cuja taxa aceita foi de R$ 1,827.

Na pauta econômica, destaque principal para os números otimistas sobre o mercado de trabalho norte-americano, com o Initial Claims registrando um total de 550 mil pedidos de auxílio-desemprego na semana encerrada na quarta-feira, número menor do que o estimado pelos analistas.

Bancos em foco

Na Europa, repercutiram as decisões anunciadas pelos bancos centrais. O BoE (Banco da Inglaterra) manteve a taxa básica de juro no mesmo patamar e ampliou sua política de estímulos quantitativos de forma a injetar a liquidez no mercado. O BCE (Banco Central Europeu) seguiu a mesma tendência e optou por conservar sua política monetária.

Nos EUA, destaque para a notícia de que o Morgan Stanley pagou US$ 950 milhões ao Tesouro pelas garantias à compra de ações realizadas no programa de estabilização do sistema financeiro.

Dólar a R$ 1,841

O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,8390 na compra e R$ 1,8410

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na venda, forte alta de 1,66% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
1,9700, representando um ágio de 7,12%
em relação ao dólar comercial.
Apesar desta alta, o
dólar acumula desvalorização de 1,29% em agosto, frente
à baixa de 4,94% registrada no mês passado.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 21,22%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em alta

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em setembro
encerrou o dia cotado a R$ 1.844,
forte alta de 1,29% em relação ao fechamento
de R$ 1.820

da última quarta-feira. O contrato com vencimento em outubro, por sua vez, fechou em forte alta de 1,72%,
atingindo R$ 1.860 frente
à R$ 1.829 do fechamento de
quarta-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 1,8365000

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FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,35% para outubro de 2009, 0,05 acima do fechamento anterior.