Estácio e Kroton disparam até 20% com rumor sobre fusão; Vale ‘ignora’ minério e sobe

Confira os principais destaques de ações da Bovespa nesta quinta-feira

Fachada da Estácio, uma das empresas da Yduqs (Divulgação)
Fachada da Estácio, uma das empresas da Yduqs (Divulgação)

Publicidade

11h59: Banco do Brasil (BBAS3, R$ 16,41, -0,97%)
Segundo reportagem da Exame, o governo estuda dividir a Caixa Econômica Federal e fusão com o Banco do Brasil. Sem revelar como obteve a informação, a revista aponta que a equipe econômica retomou estudos iniciados nos anos 1990 para tornar a Caixa menor e centrada em negócios imobiliários. Negócios como seguradora, cartões, crédito para empresas e varejo seriam fundidos às operações do Banco do Brasil, disse a publicação.  

10h57: Vale (VALE3, R$ 14,52, +0,55%; VALE5, R$ 11,39, +0,44%)
As ações da Vale viram para alta apesar da queda do minério de ferro nesta sessão. A commodity no mercado à vista recuou 0,45% no porto Qingdao, na China, indo para US$ 48,18 a tonelada. Acompanham o movimento da Vale as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 6,99, +0,43%) – holding que detém participação na mineradora.  

No radar, o governo Michel Temer planeja trocar Murilo Ferreira no comando da Vale, diz o jornal Valor. O principal motivo da troca no comando da Vale é que Murilo Ferreira é ligado à presidente afastada Dilma Rousseff. Temer está sendo pressionado especialmente pelo PMDB de Minas Gerais, diz o jornal. Outros setores também manifestaram insatisfação com a Vale, mas Temer ainda não tomou decisão a respeito. O tema ainda não foi tratado pelos acionistas controladores, segundo o jornal. Tito Martins e José Carlos Martins, ex-diretores da Vale, estão entre nomes cotados para o posto de Ferreira, afirmou a publicação. A escolha do presidente da Vale tem de passar pelo consenso de pelo menos 3 controladores e pode não avançar sem o apoio do Bradesco, dos fundos de pensão, do BNDESPar e da Mitsui. O contrato de Ferreira foi renovado até abril de 2018, informou a publicação.

Duarte Júnior, prefeito de Mariana, encontrou-se com o presidente em exercício Michel Temer ontem para discutir a potencial retomada de operações da Samarco, joint venture da Vale e BHP, disse Júnior, em entrevista para a Bloomberg por telefone.

O prefeito disse que Temer ajudará a organizar encontro com governador de Minas Gerais e o estado é o responsável por aprovação ou rejeição de retorno porque foi uma agência estadual que suspendeu a operação da companhia. Júnior destacou importância de mina para economia local. Após o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, afirmar no mês passado que não aprovaria volta de Samarco, prefeito disse que decisão não cabe ao ministro.

Júnior também procura ajuda de Temer para alterar acordo assinado em março, incluindo assistência para serviços básicos de Mariana. A Operação da Samarco foi paralisada em novembro, quando barragem de rejeitos da empresa se rompeu e matou 19 pessoas, além de contaminar vias navegáveis. A Samarco quer retomar pelo menos 60% da produção para ajudar a gerar recursos para pagar os cerca de R$ 12 bilhões do acordo em 15 anos para reparação de danos e assistência às vítimas Como parte de acordo com governo, companhia concordou em pagar R$ 4,4 bilhões durante próximos três anos.

Continua depois da publicidade

10h36: Estácio (ESTC3, R$ 13,37, +20,67%) e Kroton (KROT3, R$ 12,10, +7,94%)
Operando entre leilões, as ações da Estácio e Kroton disparam nesta sessão, liderando os ganhos do Ibovespa. No radar, a Kroton, maior empresa de educação do mundo, contratou o banco de investimento Itaú BBA para assessorá-la numa oferta pela rede carioca Estácio, segundo informações da revista Exame.

Em comunicado divulgado nesta manhã, a Kroton disse que vem estudando internamente e de forma sigilosa uma potencial combinação de seus negócios com a Estácio e “acredita que a mesma traria benefícios para ambas as empresas, seus negócios, alunos, acionistas e demais stakeholders”. A Estácio, por sua vez, disse que tomou conhecimento do interesse da Kroton somente hoje em apresentar proposta de combinação de negócios das empresas, não havendo quaisquer entendimento em curso pela administração da companhia com a Kroton. 

Segundo a XP Investimentos, um possível acordo pode ser interessante, principalmente por conta do ótimo histórico da Kroton ne captação de sinergias em fusões e aquisições. A corretora pondera, no entanto, que questões sobre concentração serão levantadas, principalmente na parte de ensino à distância. Logo, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) deverá ser monitorado de perto caso de fato a aquisição esteja sendo discutida. Em termos de dinâmica de preço, podemos esperar um desempenho melhor de Estácio, que ficou bem para trás em termos de valuation recentemente, apontam os analistas. 

Continua depois da publicidade

De acordo com a Exame, as negociações ainda não começaram — mas a Kroton pretende levar uma proposta formal aos conselheiros da Estácio nas próximas semanas. A revista ainda afirma que, caso o conselho da Estácio barre a proposta, é possível que Rodrigo Galindo, presidente da Kroton, faça uma oferta hostil pelo controle, ou seja, encaminhar uma proposta diretamente aos acionistas da empresa.

Em comunicado, a Kroton disse que a operação possui um forte racional estratégico em razão da alta complementaridade geográfica, do amplo potencial de sinergias e de ganhos de eficiência (conforme análises realizadas com informações públicas), e em especial, do fortalecimento dos investimentos na qualidade dos seus serviços educacionais. 

Segundo a Kroton, para determinação dos valores das empresas em uma potencial combinação de negócios, a companhia considera, com base em estudos internos com apoio dos nossos assessores, uma relação de troca1 de 0,977 ações ordinárias de emissão da Kroton para cada ação ordinária de emissão da Estácio baseada no preço médio ponderado pelo volume de negociação das ações das empresas na BM&FBovespa para os 30 pregões imediatamente anteriores a este Fato Relevante. Com base nesta relação de troca, as ações da Companhia, após as emissões necessárias, seriam distribuídas entre os acionistas da Estácio e da própria companhia na proporção de, aproximadamente, 15,7% e 84,3%, respectivamente.

Continua depois da publicidade

10h34: BM&FBovespa (BVMF3, R$ 16,01, -0,19%)
De acordo com a revista Exame, o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto, deixará o cargo para presidir o Conselho de Administração. 

10h28: Oi (OIBR4, R$ 1,07, +8,08%)
As ações da Oi disparam nesta sessão e operam entre leilões na Bovespa, reagindo à aprovação ontem do projeto de lei 3453 na Comissão de Ciência e Tecnologia na Câmara. Segundo o BTG Pactual, dos players listados na Bovespa, Oi e Telefônica (VIVT4, R$ 41,34, -0,63%) seriam as mais beneficiadas pela notícia. 

Os analistas do banco lembram que esse projeto de lei foi apresentado pelo Deputado Daniel Vilela do PMDB em novembro do ano passado e vai bem em linha com o que foi proposto pela Anatel/Minicom sobre uma solução para as concessões de linha fixa no Brasil.

Continua depois da publicidade

Segundo eles, caso seja convertido em Lei, a Anatel estaria autorizada a mudar o modelo atual de concessão para o de autorização em todo o território nacional, se duas condições básicas forem respeitadas: 1) competição efetiva (não somente em telefonia fixa, mas também em serviços e aplicações substitutos – o que é bastante importante uma vez que a competição na telefonia móvel está presente em quase todas as regiões do Brasil); e 2) cumprimento das metas de universalização na prestação das diversas modalidades do Serviço Telefônico Fixo Comutado – STFC.

Além disso, se aprovado, os analistas comentam que isso traria uma outra importante discussão para a mesa – bens reversíveis. E ao menos pela diretriz proposta pelo projeto de lei, o cálculo do valor dos bens reversíveis seria feito de uma maneira bastante amigável para as concessionárias e revertido em investimentos em infraestrutura de alta capacidade.  

10h22: Petrobras (PETR3, R$ 10,25, -1,54%; PETR4, R$ 8,08, -1,22%)
As ações da Petrobras caem seguindo os preços do petróleo no mercado internacional, que afundam pela falta de acordo na última reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo). Neste momento, o contrato Brent registrava queda de 1,27%, a US$ 49,09 o barril, enquanto o WTI caía 1,31%, a US$ 48,37 o barril. 

Além disso, a EIG Management e 8 dos fundos sob sua gestão adicionaram várias companhias, incluindo Keppel e Keppel Offshore & Marine como réus em ação judicial contra Petrobras aberta no tribunal no Distrito de Columbia, nos EUA, segundo comunicado da Keppel. EIG alega que os réus participaram de uma conspiração ilegal para induzir a empresa a investir US$ 221 mi na Sete Brasil Participações. A Keppel diz que nega essas alegações sem fundamentos e afirma que vai se defender na ação.

Nesta manhã, Pedro Parente recebe o cargo de presidente da estatal em cerimônia na sede da empresa no Rio de Janeiro. Ontem, Parente tomou posse como presidente da estatal durante cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Parente afirmou hoje que a Petrobras é uma companhia que não pode se negar a enfrentar os problemas que têm pela frente (veja mais clicando aqui).