Petróleo sofre queda em Londres e NY com indicador dos EUA e projeção da Opep

Investidores aguardam dado de estoques norte-americanos da commodity; possibilidade de furacão também influi

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SÃO PAULO – As cotações do petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (11) conforme dados comprometeram o otimismo dos investidores acerca de uma recuperação da economia norte-americana.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 72,46 no pregão desta terça-feira, com baixa de 1,42% em relação ao último fechamento.

Por sua vez, o contrato com vencimento em setembro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou a US$ 69,45 por barril, configurando baixa de 1,62% frente ao fechamento anterior.

EUA

O indicador Wholesale Inventories demonstrou que os estoques do atacado norte-americano recuaram 1,7% em junho, quase que o dobro das projeções dos analistas, que apontavam uma queda 0,9%. O resultado de maio foi revisado de -0,8% para -1,4%.

O índice dissipou o bom-humor que o mercado apresentava após os dados do Employment report, na sexta-feira, somando a apreensão dos investidores com o relatório sobre os estoques norte-americanos de petróleo, programado para a próxima quarta-feira.

Opep

Paralelamente, a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) reduziu sua projeção de demanda por petróleo de sua produção para 2009 e 2010, conforme países não pertencentes ao cartel aumentam a oferta de óleo bruto no mercado.

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A organização projeta uma retração de 2,3 milhões de barris diários na demanda pelo óleo bruto de sua produção, ficando em 28,45 milhões de barris por dia em 2009.

Ademais, em seu relatório “Monthly Oil Market Report”, o cartel estima que a procura pela commodity negociada pela organização caiu 2,9 milhões de barris por dia durante o primeiro semestre deste ano, quando comparada com o mesmo período de 2008.

Furacão

Por fim, os mercados continuam acompanhando a situação climática a oeste de Cabo Verde, onde se formou uma zona de baixa pressão atmosférica que pode se tornar, conforme o centro nacional de furacões dos EUA, a primeira tempestade tropical da temporada de furacões de 2009.

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Investidores acompanham de perto a situação devido ao risco de parada na produção da commodity na região do golfo do México e possibilidade de restrições ao tráfego de petroleiros na região.