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(Bloomberg) – Governo Temer tem que sinalizar que consistentemente está endereçando e caminhando o resultado primário para um nível próximo a 2,5%/3% do PIB para estabilizar a dívida, diz Marco Antônio Caruso, analista do Banco Pine. Veja outros comentários:
- “Não podemos exigir primário de 1% e 2% no próximo ano, o que abortaria a recuperação”
- “Papel deles não é entregar já em 2017 ou 2018 primários muito altos, mas sim convencer que ano após ano, de forma consistente, vai ter primário melhor do que o do ano anterior”
- “Governo futuro não vai ter como fugir de elevação de carga tributária, diante do tamanho do ajuste que temos que fazer. Também terá de acelerar as concessões, mas essa questão é demorada. E não vai ter como fugir de crescimento das despesas menor do que o do PIB”
- “Meu ‘call’ ainda é de Selic constante em 14,25% até final do ano, apesar da ata hawkish, que surpreendeu com modelo indicando que inflação está convergindo para 4,5%. Ata, porém, aumentou bastante chance de corte em outubro e novembro”
- “Para ter certeza de alívio, preciso entender o início do governo Temer e como questões fiscais vão ser endereçadas”
- “No IPCA, a principal linha que surpreendeu foi comunicação, que geralmente é difícil de acompanhar, e coletas diárias não pegam”
- “Serviço de telefone celular teve variação de 4%, um delta razoável em relação ao mês anterior”
- “Alimentos continuam acima de 1% e devem voltar a ter pressão em maio, como mostram as coletas”
- “IPCA alto, com coletas mais salgadas para maio, diminuem o oba-oba de inflação corrente mais baixa de curto prazo”
- NOTA: IPCA acelera mais que esperado para 0,61% em abril (1)
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