Mercados sofrem com ajuste generalizado e iniciam a semana no campo negativo

Sessão conta com importantes referências, que não impedem realização; Ibovespa ameaça perder os 55 mil pontos

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SÃO PAULO – Apesar de algumas surpresas positivas na agenda de indicadores, a semana se inicia com fortes perdas aos mercados, com os investidores aproveitando para embolsar os ganhos recentes com ações. Assim, após cinco semanas consecutivas de alta, a correção também chega ao Ibovespa, que cai 2,63% e ameaça perder o patamar de 55 mil pontos nesta segunda-feira (17).

Entre os destaques corporativos no exterior, os investidores atentam para os resultados da varejista Lowe’s, que apresentou queda de 19% em seu lucro líquido no segundo trimestre, para US$ 759 milhões. No setor financeiro, por sua vez, destaque para o Swedbank – maior grupo financeiro da região do mar báltico – que anunciou oferta de direitos em US$ 2,1 bilhões.

Internamente, o mercado avalia o desempenho operacional da Petrobras, divulgado após o fechamento do pregão de sexta-feira, além de acompanhar as notícias de que a petrolífera terá participação mínima de 30% nas áreas ainda não licitadas para a exploração da camada pré-sal, segundo declarações do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Cabe lembrar que, no Brasil, a sessão também é marcada pelo vencimento dos contratos de opções, a ser divulgado durante a tarde.

Agenda doméstica

Na agenda doméstica, pela terceira semana consecutiva, o relatório Focus, elaborado pelo Banco Central, mostrou revisões para baixo nas estimativas para a inflação brasileira, ao passo que as projeções do mercado para a economia brasileira indicaram menor recessão em 2009 e maior crescimento em 2010, sendo esperado que o PIB (Produto Interno Bruto) diminua 0,34% no ano vigente e avance
3,8% no ano seguinte.

Também por aqui, a Fundação Getúlio Vargas anunciou que o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 15 de agosto marcou inflação de 0,26%, taxa 0,10 ponto percentual abaixo da apurada na medição anterior.

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Completando as referências internas, a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 680 milhões na segunda semana de agosto, diferença das exportações da ordem de US$ 3,192 bilhões e importações de US$ 2,512 bilhões. Com o resultado, o saldo acumulado no ano avançou para US$ 18,528 bilhões.

Indicadores externos

Nos EUA, por sua vez, o NY Empire State Index, que mede a atividade na região de Nova York, apontou 12,08 pontos positivos em agosto, melhor do que o registrado anteriormente (-0,55) e também acima das expectativas de mercado, que estavam em 3,00 pontos positivos.

Já na Europa, a Zona do Euro apresentou superávit comercial de € 4,6 bilhões em julho, ante o resultado nulo no mesmo período do ano passado. A balança comercial da União Europeia também apresentou melhora na comparação anual, embora tenha fechado o último mês com déficit de € 4,3 bilhões.

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Por fim, no Japão, o governo informou que a economia voltou a crescer no segundo trimestre depois de um ano em recessão. O PIB (Produto Interno Bruto) do país avançou 3,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto na passagem trimestral, o crescimento foi de 0,9%.

Treasuries

O preço das notas do Tesouro dos EUA opera em queda, com os investidores aguardando novos movimentos do governo, que anunciou na última quarta-feira que irá reduzir gradualmente os programas de compra de títulos até outubro deste ano.

Petróleo

O preço do barril de petróleo é negociado com forte desvalorização em Londres e Nova York, diante da expectativa de uma diminuição da demanda pelos maiores centros consumidores do mundo, como os EUA.

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Dólar e DI

No mercado de câmbio, em meio ao movimento de ajuste nos mercados, a moeda norte-americana registra alta de 0,92% frente ao real, sendo cotada a R$ 1,8730. Os juros futuros, por sua vez, operam em queda na BM&F Bovespa, avaliando os números da inflação.

Bolsa

O Ibovespa
apresenta forte baixa de 2,63% nesta tarde e atinge 55.149
pontos. O volume financeiro é de R$ 3,728 bilhões, inflado pelo vencimento dos contratos de opções.

O principal destaque negativo fica com as ações Rossi ON
(RSID3), que registram
desvalorização de 4,71% e são
cotadas a R$ 11,34.
Apesar dessa variação, a alta acumulada desde o início do ano chega a 205,99%.

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Por outro lado, o melhor desempenho fica com os papéis
Braskem PNA (BRKM5),
que são cotados a R$ 9,48 e apresentam alta de 2,60%.

As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
RSID3 Rossi Resid ON 11,34 -4,71 +205,99 13,65M
CSAN3 Cosan ON 17,83 -4,40 +58,63 6,49M
BRAP4 Bradespar PN 28,13 -4,32 +50,27 6,52M
PCAR5 Pao de Açucar PNA 43,30 -4,20 +41,30 12,07M
VALE3 Vale ON 36,89 -4,18 +35,20 105,09M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
BRKM5 Braskem PNA 9,48 +2,60 +70,81 14,24M
CRUZ3 Souza Cruz ON 58,92 +0,37 +45,82 5,24M
CLSC6 Celesc PNB N2 34,30 +0,29 +4,54 499,17K
BNCA3 Nossa Caixa ON 75,16 +0,01 +11,01 1,33M


* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)